 |
|
|
Revoltas da República Velha
Durante muito tempo , a história tradicional fez vista grossa para a opressão e a miséria que vitimava o povo . Quando ficou impossível ocultar a exploração , criaram mentiras sobre o caráter brasileiro. Mentira segundo a qual somos tontos e conformados com a vida subdesenvolvida que levamos . Mas as revoltas político-sociais mostravam, claramente que não somos tão pacíficos e cordeiros como a velha história quer mostrar.
A Revolta de Canudos (1893 – 1897)
No governo de Prudente de Morais eclodiu um grande movimentos de revolta social entre os humildes sertanejos baianos . O líder dos sertanejos era Antônio Vicente Mendes Maciel , mais conhecido como Antônio Conselheiro. Esse homem, senhor de fervorosa religiosidade, foi considerado missionário de Deus pela vasta legião de sertanejos que , desiludidos das autoridades constituídas escutavam suas pregações político – religiosas.
Não compreendendo certas mudanças surgidas com a republica , Antônio Conselheiro declarava-se , por exemplo , contra o casamento civil e por isso foi identificado como um fanático religioso e monarquista.
Revoltas Messiânicas
A fé popular e a luta contra a opressão
O termo messianismo é usado para designar os movimentos sociais em que milhares de sertanejos fundaram importantes comunidades comandadas por um líder religioso e a ele era atribuído qualidades como o dom de fazer milagres , realizar curas e profetizar acontecimentos .
O messianismo desenvolveu-se em áreas rurais pobres que reagiram a miséria. Seus componentes Básicos eram: a religiosidade do sertanejo e seu sentimento de revolta contra a miséria , a opressão e as injustiças das republicas dos coronéis.
A Luta Possível
Muita coisa divulgou-se sobre Antônio Conselheiro e sua gente , diziam que eram loucos , monar- quistas e comunistas . Durante muito tempo esconderam a verdade e o motivo que unia os sertanejos em canudos : a vontade de escapar da fome e da violência do sertão.
Conseguindo reunir um grande número de seguidores , Antônio Conselheiro estabeleceu em canudos, um velho arraial no sertão baiano . Em pouco tempo canudos era uma das cidades mais povoadas da Bahia .
Eles viviam num sistema comunitário , em que as colheitas , rebanhos e os frutos eram repartidos entre todos. Ninguém possuía nenhuma propriedade , pois os únicos bens era a roupa, moveis , etc...
Com isso fazendeiros começaram a temer o poder de Antônio Conselheiro e exigiram do governo estadual que acabasse com o arraial de Canudos. Nisso travou-se grandes batalhas até que um dia , organizou-se um exército de 7 mil homens , que destruiu Canudos completamente e toda população sertaneja morreu defendendo sua comunidade.
Guerra do Contestado (1912 – 1916)
Além de canudos , outro grande movimento messiânico ocorreu na fronteira entre o Paraná e Santa Catarina . Nessa região era muito grande o número de sertanejos sem – terra e famintos que viviam sob dura exploração dos fazendeiros e duas empresas norte-americanas que ali atuavam.
Os sertanejos do Contestados se organizaram e eram liderados por João Maria , Logo após sua morte outro monge , conhecido como José Maria ( seu nome verdadeiro era Miguel Lucema Boa Ventura )
José Maria reuniu mais de 20 mil sertanejos e fundaram alguns povoados chamados “Monarquia Celeste” , como em Canudos , os sertanejos do Contestados foram violentamente perseguidos e expulsos das terras que ocupavam . Em novembro de 1912 , o monge José Maria Foi morto e seus seguidores tentaram resistir e foram arrasados por tropas de 7 mil homens armados de canhões , metralhadoras e até aviões de combate.
A Revolta da Vacina ( 1904 )
A fúria popular explode nas ruas do Rio de Janeiro
No Governo do Presidente Rodrigues Alves ( 1902 – 1906 ) , o Rio de Janeiro , capital da republica , já era uma cidade com graves problemas urbanos e sociais: pobreza , desemprego , lixo , muitos ratos e mosquitos transmissores de doenças. Muitas pessoas morriam em conseqüência de epidemias como febre amarela , peste bribonica e varíola.
O governo decidiu, modernizar a cidade e tomar medidas drásticas contra as epidemias ,derrubou cortiços ,casebres e a população dali foram expulsas , Depois disso, o Prefeito Pereira Passos iniciou as obras de modernização da cidade. Para combater as epidemias teve o conselho do sanitarista Osvaldo Cruz que organizou um exército de funcionários da saúde e começou a destruir focos de ratos e mosquitos.
Osvaldo Cruz convenceu o presidente a decretar uma lei de vacinação obrigatória contra a varíola, o que gerou a revolta da população que diziam ser uma falta de vergonha as mulheres a se vacinar, pois achavam que as vacinas eram aplicadas nas partes intimas das mulheres.
O resultado de tanta reação foi uma revolta popular que explodiu pelas ruas do Rio de Janeiro , que o governo conseguiu controlar com tropas do corpo de bombeiros e a cavalaria.
A Revolta da Chibata ( 1910 )
Os marinheiros sob o comando do Almirante Negro
No final do governo do presidente Nilo Peçanha , estourou uma revolta de 2 mil marujos da marinha brasileira liderada pelo marinheiro João Cândido.
Primeiramente , os revoltosos tomaram o comando do navio Minas Gerais , matando na luta o comandante e três oficiais que resistiram. Depois, assumiram o controle dos navios São Paulo , Bahia e Deodoro em seguida apontaram os canhões para a cidade do Rio de Janeiro e enviaram um comunicado ao presidente explicando as razões da revolta . Queriam mudanças no código de disciplina da marinha , que punia as faltas graves com 25 Chibatadas.
O governo cedeu e aprovou um projeto que acabava com as chibatadas e anistiava os revoltosos , mas o governo não cumpriu a promessa , esquecendo a anistia , decretou a expulsão de vários marinheiros e a prisão de alguns lideres .
João Cândido foi preso , julgado e absolvido em 1912. Passou para a história como o Almirante Negro que acabou com as chibatadas na marinha do Brasil.
A Revolta do Forte de Copacabana ( 1922 )
A primeira revolta tenentista eclodiu no dia 5 de julho de 1922 e foi liderada por 18 tenentes , que reunindo uma tropa de 300 homens , decidiram agir contra o governo e impedir a posse do presidente Artur Bernades. Mas a revolta não teve êxito com uma tropa superior a deles o governo acabou ganhando a batalha e dessa luta apenas dois rebeldes escaparam com vida : Eduardo Gomes e Siqueira Campos.
A Revolta de 1924
Fracassada a revolta do Forte de Copacabana , Artur Bernades tomou posse da presidência. Teve porem que enfrentar, dois anos depois, uma nova revolta tenentista.
A revolta liderada pelo General Isidoro Dias Lopes , Pelo tenente Juares Távora e por políticos , como Nilo Peçanha , eclodiu em São Paulo , Também no dia 5 de Julho.
Com uma tropa de aproximadamente 1000 Homens os revolucionários ocuparam lugares estrategicos da cidade de São Paulo . Durante a ocupação , diversas batalhas foram travadas entre os rebeldes e as tropas do governo.
O governo paulista fugiu da capital , indo para outro lugar próximo , onde recebeu ajuda do Rio de Janeiro e preparou uma violenta ofensiva contra os rebeldes , percebendo que não tinha mais como resistir , o General Isidoro Dias Lopes , decidiu abandonar a cidade . Com uma numerosa e bem armada tropa, formou a Coluna Paulista , que tinha como objetivo continuar a luta contra o governo, levando a revolução para outros Estados do Brasil.
A revolta do Forte de Copacabana , a Revolução de 1924 , não produziram efeitos imediatos na estrutura política Brasileira , Contudo , conseguiram manter a chamada revolta contra o jugo das Oligarquias.
Categoria: História 5 & 6
Escrito por Rafael Sêga às 13h12
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Economia da República Velha
Encilhamento
O encilhamento ocorreu durante o governo provisório de Deodoro da Fonseca (1889-1891). O Ministro da Fazenda Rui Barbosa, na tentativa de estimular a industrialização do Brasil, adotou uma política emissionista baseada em créditos livres aos investimentos industriais garantidos pelas emissões monetárias. A especulação financeira desencadeada, a inflação e os boicotes através de empresas-fantasmas e ações sem lastro desencadearam, em 1890, a Crise do Encilhamento. Os problemas trazidos pelo encilhamento foram parcialmente resolvidos no governo Campos Sales. O ato de encilhar refere-se às apostas que seriam o modo com que os especuladores atuavam na Bolsa de Valores com as empresas fantasmas. Esta crise causou o aumento da inflação, crise na economia e aumento da dívida externa. A política econômica executada por Joaquim Murtinho conteve a emissão da moeda e procurou estimular o crescimento industrial do país.
O cenário, no campo da política econômica, era o seguinte: a República dos Estados Unidos do Brasil, recém-proclamada pelo chefe do governo provisório (15.11.1889 a 21.01.1891), marechal Deodoro da Fonseca, experimentava momentos de intenso debate em torno do seu maior desafio que era o de superar a escassez de moeda – agravada pelo crescimento do trabalho assalariado, resultado do fim da escravidão e da maciça chegada de imigrantes. Os metalistas defendiam a volta do padrão ouro. Os papelistas acreditavam que a pressão sobre o crédito seria sanada com a emissão de moeda.
Rui Barbosa, nomeado ministro e secretário de Estado dos Negócios da Fazenda, desejava substituir a antiga estrutura agrária baseada na exportação de café, promover a industrialização e incentivar o crescimento econômico.
Em 1890, Deodoro da Fonseca propõe uma série de medidas legislativas na área financeira a seu ministro da Fazenda, Rui Barbosa, para desenvolver o mercado de capitais brasileiro. A tomada destas medidas recebeu o nome de encilhamento, que é o ato de arrear (equipar) o cavalo, preparando-o para a corrida.
Abriram-se várias linhas de crédito para investimentos produtivos e em bolsas de valores e aumentaram muito os bancos emissores, fazendo que crescesse em demasia a oferta monetária, sem que se preocupasse com o lastro-ouro, ocasionando, assim, inflação e o fenômeno conhecido como moeda-podre (ou desvalorização monetária). Além da inflação alta, o surto especulativo nas bolsas de valores culminou com o fechamento de várias empresas e, por conseguinte, uma recessão na economia, além da sonegação fiscal, isto é, aquisição de empréstimos para outros fins, geralmente de interesse pessoal, e venda de ações das empresas-fantasmas (que não foram abertas com o capital requisitado).
Somente, no governo de Campos Sales, com Rodrigues Alves no comando da economia brasileira, foi debelado os efeitos da crise do encilhamento.
Inspirado no sistema bancário norte-americano e coerente com seus "ideais liberais", Rui Barbosa decreta a lei bancária de 17 de janeiro de 1890, que estabelecia as emissões bancárias sobre um lastro constituído por títulos da dívida pública. O ministro lança as bases de uma política industrial nacional, apoiando, com medidas legais, a emergência de sociedades por ações. Pretendia o despertar das forças produtivas entravadas por um aparelho estatal obsoleto e por um retrógrado sistema econômico e financeiro. Essa política monetária, chamada de Encilhamento, buscava atender às legítimas necessidades dos negócios emperrados por uma demanda reprimida de numerário. Foram, então, criadas três instituições regionais – cada uma com seu banco emissor (Bahia, São Paulo e Rio Grande do Sul). No Rio de Janeiro (região central) foi criado o Banco dos Estados Unidos do Brasil (BEUB). Cada região bancária tinha a função de expandir o crédito e estimular a criação de novas empresas.
Entretanto, o resultado da "má-fé emissiva" (os agentes autorizados pelo governo agiam livremente, sem qualquer vigilância oficial) foi um desastre. Em vez de financiar a indústria e o desenvolvimento, provoca um dos mais importantes surtos inflacionários do país e conseqüente especulação financeira na bolsa de valores. Fora do propósito inicial, o dinheiro foi desviado para toda sorte de negócios, enquanto a economia brasileira sofre violento "colapso".
Em 20 de janeiro de 1891, Rui Barbosa perde o cargo de primeiro-ministro da Fazenda do Brasil, no qual manteve-se por 14 meses.
Política Financeira de Campos Sales (1898-1902) A inflação foi criada na política emissionista do Deodoro havia excesso de dinheiro em circulação, esse dinheiro em circulação recebe o nome de liquidez. Então, é necessário reduzir a liquidez do mercado e ele vai fazer isso, assim como foi no Plano Collor (1990) Collor indisponibilizou o dinheiro que estava na poupança durante 1 ano e meio, com essa medida ele causou a "desgraça" financeira de muitas pessoas e diminuiu a inflação em 2 meses de 84,32 % ao mês para zero (acabou com a inflação, pois não há dinheiro para comprar os produtos), mas o PIB teve uma queda de 4,5 %. Assim também ocorreu no governo de Campos Sales, mas a desgraça que foi provocada foi ainda maior; as fábricas que não tinham fechado na crise do Encilhamento, tiveram sua falência agora, houve desemprego, o governo cortou gastos sociais e pessoas morreram de fome no Rio de Janeiro. A inflação acabou, mas depois vem outro presidente (Afonso Pena) que desfaz tudo e passa a emitir papel moeda. O Brasil ainda tem o problema da dívida externa que é muito grande e consome toda a riqueza produzida no país. Aí, o Brasil resolve fazer o funding-loan (renegociação da dívida). O Brasil vai parcelar sua dívida em vários anos.
Rodrigues Alves Depois de Campos Sales veio Rodrigues Alves e quando faltavam apenas 6 meses para acabar seu governo, ocorre o Convênio de Taubaté (1906) que era uma reunião de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A produção de café da passagem do séc. XIX para o XX, aumentou em 60%, mas o consumo aumentou apenas 15%, com isso ocorre uma baixa no preço do café. Ao invés dos cafeicultores diminuírem a produção, vão querer que o prejuízo seja passado para a nação e não para eles. Como Rodrigues Alves já estava saindo do governos, vai dizer para os cafeicultores esperarem o próximo presidente que foi Afonso Pena.
Política de Valorização do Café (Afonso Pena - 1906-09) Então, o Convênio de Taubaté acontece no governo de Rodrigues Alves, mas a política acontece no governo de Afonso Pena que é um cafeicultor mineiro. Para assumir a presidência, Afonso Pena teve que assumir a obrigação da política de valorização do café. O Preço do café era de 45 francos-ouro por saca de café. Mas os cafeicultores queriam que fosse pago a eles o preço de 55 e quem tinha que pagar essa diferença de 10 era o governo, para isso, vai ter que realizar empréstimos externos (15 milhões de libras esterlinas no 1.º ano e até 1930 vão ser 75 milhões para comprar café - esse dinheiro poderias ser usado para que o Brasil se industrializasse). Se o café não fosse vendido, o governo teria que comprar o excedente não comercializado pelo preço de 55. Em 1929, ocorreu o "crack" da bolsa de NY e ficaram sem ser vendidos 27 milhões de café. A sorte é que houve a Revolução de 30 e os cafeicultores foram retirados do poder. O problema é que a maioria dos agricultores vão passar a plantar café porque sabem que o governo vai pagar um preço bom (mas não há mais mercado). Outro problema é que a maioria vai passar a plantar e colher o café de qualquer jeito, porque sabia que o preço seria o mesmo do bom e do mau produto (55 francos-ouro por saca) e tendo um gasto menor, o lucro seria melhor.
Plano de Estabilização de Washington Luiz (1926-30) Washington Luís é um cafeicultor paulista. Ele vai pegar o país num verdadeiro caos: inflação, dívida externa, escassez de recursos, etc.. Aí, ao invés dele acabar com essa política de valorização do café que existe desde 1906, vai tentar resolver o problema de outra maneira.: vai criar uma nova moeda: o cruzeiro (antes eram os réis). Essa moeda vai seguir um padrão-ouro ela é lastreada em metal precioso e para mostrar que o plano era sério, essa moeda vai ser conversível quando alguém desconfiasse da moeda, poderia ir no Banco do Brasil e trocaria o dinheiro por ouro - era necessário que o Brasil tivesse que ter o ouro correspondente à emissão. O Brasil não possuía tanto ouro assim, então vai recorrer a empréstimos externos: da Inglaterra foram 8 milhões de libras esterlinas e dos EUA mais 40 milhões de dólares ao todo foram 30 milhões de libras esterlinas. Todo esse dinheiro foi convertido em ouro e posto na Caixa de Estabilização e a partir dessa Caixa foi emitida a nova moeda. Sem dúvida alguma esse plano acabaria com a inflação, mas ninguém contava com um problema: o "crack" da Bolsa de Valores de NY em 1929. Quando ocorre isso, o governo americano resolve "pegar de volta" os investimento e vai tomar o dinheiro que foi emprestado para o Brasil, a Inglaterra faz o mesmo pois também entrou em crise e o Brasil "para não ficar de fora" também entrou em crise. A moeda brasileira já não vai ser lastreada em ouro e ocorre uma enorme inflação. Em 1929, Washington Luís tem que valorizar (comprar) 27 milhões de sacas de café a 55 francos-ouro, pois nem EUA, nem Europa vão comprar mais o café. Aí, ele rompe a aliança com MG, tenta comprar apenas o café de SP e explode a Revolução de 30, entra Getúlio Vargas e esse industrializa o Brasil.
Surtos Industriais Enquanto tudo isso não acontece, o Brasil fica com seu restrito parque industrial. Depois que os oligarcas assumem o poder, as indústria ficam completamente abandonadas: uma parte das indústrias faliu no plano de Deodoro, uma outra parte faliu na política recessiva de Campos Sales e o que sobra são fábricas muito pequenas. As fábricas que fecham, acabam tendo suas máquinas se transformando em sucatas. À medida que ocorre a crise, os grandes proprietários resolvem vender essas máquinas e quem as compra pertence à camada média urbana, então surge uma burguesia desvinculada da cafeicultura. Então, as indústrias nesse período da República Velha não tiveram nenhuma política do governo para desenvolvê-las; há um pequeno crescimento em épocas especiais, onde a importação de industrializados não é possível. O surto industrial mais importante ocorreu no governo de Wenceslau Brás, devido à I Guerra Mundial. Os europeus e americanos param de comprar café e os submarinos alemães "fecham" o Atlântico, com isso fica impossibilitada a importação de industrializados, surge então o surto industrial. Essa burguesia da classe média, então, aposta tudo o que tem na aquisição de máquinas. Ele se arrisca e vai se dar bem. É uma indústria rudimentar, mas os produtos serão vendidos para a classe mais pobre da sociedade. As camadas médias urbanas se fortalecem e começam a pensar na industrialização, urbanização, empregos, universidades, etc.. Agora fica bem claro que os oligarcas não mantêm mais a homogeneidade (estão falindo), porque o sistema não foi feito para permitir a existência de uma burguesia, mas essa aparece. O Brasil passou a exportar para os países platinos e vai inclusive emprestar dinheiro para a Rússia. Ocorre o fortalecimento do proletariado e estes acabam fazendo greves: a mais importante foi a Greve Geral da cidade de SP - 1917 agora a parada das empresas ganha importância, pois o país (o PIB) depende das indústrias. A greve começa com uma fábrica, onde os trabalhadores reclamavam do salário, do calor, do escuro e resolvem fazer greve, aí os trabalhadores das outras fábricas aderem ao movimento. Ocorre uma grande greve e nem a polícia, nem o exército de SP conseguem acabar com o movimento e a cidade passa a ser do proletariado, que vai saquear as mercearias e andar de bonde.
Categoria: História 5 & 6
Escrito por Rafael Sêga às 13h08
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Doutrinas sociais do século XIX (2ª Parte)
O socialismo cristão
Preocupada com a miséria dos operários diante da evolução capitalista, a Igreja Católica começou a pregar idéias que pudessem vir a diminuir a exploração social. O precursor dessa tendência cristã foi o padre francês Robert de Lamennais (1782 -1854), que defendia a união sindical, a justiça social e aplicação dos ensinamentos cristãos para corrigir os males criados pelo capitalismo.
A doutrina social da Igreja foi exposta pelo Papa Leão XIII, na Encíclica Rerum Novarum, publicada em 1891. Nessa doutrina, a Igreja reforça a idéia da participação do Estado como condutor para a solução dos graves problemas sociais. Defendiam inúmeras propostas semelhantes aos socialistas científicos, porém, apresentavam uma idéia oposta, no que dizia respeito à luta de classes, pois acreditavam que com a ajuda do Estado e de Deus os problemas sociais poderiam ser pelo menos parcialmente resolvidos, sem que se tivesse necessidade do uso da violência.
As internacionais operárias
Em 1864 foi criada a Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT), sendo que um dos seus fundadores foi Karl Marx, que percebeu que a luta dos trabalhadores ganharia força através da união. Para Marx, esta associação era de suma importância, uma vez que significaria, com maior clareza, os objetivos de parte dos trabalhadores de toda a totalidade do movimento operário.
O crescimento da indústria e das lutas operárias ajudou a divulgar as propostas socialistas, surgindo um ideal comum tanto na Europa como nos Estados Unidos. Nessa época, os marxistas representavam apenas uma facção do movimento operário no contexto mundial. O Partido Social Democrata, fundado em 1869, na Alemanha, cidade natal dos dois principais nomes do marxismo, foi durante muito tempo o partido marxista mais importante do mundo.
As internacionais operárias tinham o propósito de orientar os trabalhadores no tocante às greves e direitos trabalhistas. Nesses encontros, era discutida também a situação política, social e econômica dos trabalhadores do mundo inteiro. O lema legal que orientava essas reuniões era a proposta apresentada no Manifesto Comunista: "Proletários de todo o mundo, uni-vos".
Os anarquistas
A doutrina política que defendia a abolição de qualquer forma de governo, desenvolvida cm meados do século XIX, recebeu o nome de anarquismo. Segundo os anarquistas, o Estado era o grande responsável por todos os males da sociedade. A proposta anarquista girava em torno da substituição do Estado por urna sociedade livre, onde os homens se relacionariam por intermédio de associações livres, eliminando polícia, leis, tribunais ou outra forma de coação.
O principal representante dessa corrente foi o pensador russo Mikhail Bakunin (1814-1876), um incansável panfleteiro e combatente nas lutas operárias. Outros pensadores anarquistas que se destacaram foram um príncipe russo de nome Kropotkin e o italiano Malatesta.
Anarquistas e marxistas, apesar de pontos comuns, discordavam em um aspecto importante. Para os marxistas, entre o capitalismo e o comunismo deve existir uma sociedade de transição, a sociedade socialista. Para os anarquistas, o capitalismo, sociedade da época do surgimento das idéias socialistas, deveria ser destruído e imediatamente substituído por uma sociedade comunista.
No final do século XIX, os anarquistas franceses, italianos, espanhóis e norte-americanos se unem com os sindicatos formando o anarcosindicalismo. Nesse momento, os sindicatos se transformam em agentes sociais de mudanças e grandes incentivadores da luta em prol da conquista dos direitos dos trabalhadores.
O Congresso de Viena
Napoleão Bonaparte comandou a invasão de muitos países europeus. Ele tentou acabar com o antigo regime. Implantou leis baseadas no Código Civil. Desse modo, a Revolução Francesa espalhava seus ideais. No entanto, ele foi vencido por uma união da forças da Inglaterra e por países ainda do Antigo Regime. Os representantes desses países (‘vencedores’) se reuniram no Congresso de Viena, com o objetivo de desfazer o que Napoleão havia feito na Europa.Esses representantes queriam apagar o passado revolucionário. Seria como se o Antigo Regime nunca tivesse sido abalado e Napoleão não tivesse nem nascido. Os antigos reis absolutistas voltaram a governar e leis que favoreciam os aristocratas foram reativadas. A fim de evitar novas revoluções, os governos formaram uma união militar, chamada Santa Aliança. Toda vez que estourasse uma revolução num país da Europa, a Santa Aliança enviaria tropas para acabar com o movimento.
Eles acreditavam que podiam manter o Antigo Regime para sempre. Mas os acontecimentos mostraram que não era possível. Quanto mais as cidades e as indústrias iam crescendo, mais fortes ficavam a burguesia, os intelectuais e os operários (forças sociais que rejeitavam o Antigo Regime).
O Liberalismo
Os aristocratas podiam estar satisfeitos com a situação da Europa pós-Congresso de Viena, mas grande parte da população não estava. Burgueses, intelectuais, artesãos... tinham motivos de sobra para se sentirem oprimidos pelo absolutismo. As idéias políticas liberais conquistaram muitos adeptos entre esses grupos sociais. O liberalismo político tinha origem nas idéias dos iluministas. Os liberais defendiam em primeiro lugar as liberdades individuais: a liberdade de discordar do governo, de protestar, etc.
Mas nem todos os liberais eram democratas. Os liberais tradicionais queriam que o voto fosse censitário, ou seja, consideravam que só as pessoas com boa posição social deveriam ter o direito de voto. Já os liberais radicais (democratas) discordavam. Eles defendiam o sufrágio universal, ou seja, o direito de voto para todos.
O Nacionalismo
A Itália e a Alemanha eram compostas por dezenas de pequenos Estados. O que os alemães e os italianos queriam era a união desses pequenos Estados em um só.
O Liberalismo era o movimento político em favor da liberdade dos indivíduos, e o Nacionalismo era o movimento político em favor da liberdade e da autonomia dos povos, do direito de criarem seus próprios estados.
As revoluções na França
Nos anos de 1820, 1830 e 1848, estouraram diversas rebeliões populares. Logo após o Congresso de Viena (1815), a França foi governada pelo rei Luís XVII. Ele não foi um monarca absolutista. Perseguiu os que simpatizavam com a revolução de 1789 ou com Napoleão Bonaparte.
A partir de 1824, o rei Carlos X assumiu o trono. Ele censurou a imprensa e reprimiu os opositores ao regime.Em 1830, a população se rebelou em Paris e o rei Carlos X teve de renunciar. Assumiu então um novo rei, Luís Filipe de Orléans.
O rei Luís Filipe ficou conhecido como o “rei dos banqueiros” (indica que ele favoreceu os grandes capitalistas). Durante seu reinado, a França teve um período de grandes avanços econômicos e industriais. Mas cresceu a desigualdade social. Os burgueses iam ficando milionários, enquanto os operários permaneciam na penúria. Em 1848, houve uma grande crise econômica. Os salários baixaram e o desemprego cresceu, as colheitas foram ruins e a comida escasseou. A insatisfação popular explodiu numa grande revolução. Operários e artesãos juntaram-se a estudantes e pequenos burgueses, e tomaram as ruas da capital. O rei Luís Filipe foi derrubado. A França voltava a ser uma república.
Os principais partidos políticos de oposição organizaram um governo provisório. Esses “socialistas” defendiam reformas, como o sufrágio universal e a criação de oficinas de artesanato do Estado, que dariam trabalho aos desempregados.
Diante da grave situação econômica, os operários de Paris se rebelaram. Foram duramente reprimidos pela Guarda Nacional, e as ruas da capital ficaram tomadas por cadáveres e poças de sangue. A grande burguesia saiu vencedora.
Nessa época houve eleições para um novo presidente da República. As pessoas queriam a ordem e a tranqüilidade a qualquer preço. Então, Luís Bonaparte foi eleito presidente da França. Ele era sobrinho-neto de Napoleão Bonaparte, e usou o sobrenome ilustre para prometer dias fantásticos para a França. Apoiado pela burguesia e pelos militares, liderou em 1852 um golpe de Estado e tornou-se ditador.
A Primavera dos Povos
O ano de 1848 foi o mais revolucionário do século XIX, em muitas regiões. Por isso recebeu o apelido de o ano da Primavera dos Povos. Em vários outros países europeus eclodiram revoltas populares. Nas principais cidades homens e mulheres ocuparam as ruas, ergueram barricadas (usaram entulhos para bloquear as ruas) e enfrentaram as tropas dos governos autoritários.
Categoria: História 3 & 4
Escrito por Rafael Sêga às 15h52
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Doutrinas sociais do século XIX (1ª Parte)
A ascensão do capitalismo, impulsionado pela intensa industrialização que marcou os séculos XVlll e XIX é a própria constituição do processo de modernização. Por isso, palavras como capitalismo e modernização se confundem, embora a primeira tome como principal referência os aspectos econômicos. O conceito de modernização e mais abrangente, pois valoriza também aspectos culturais e políticos.
O século XVlll, que foi chamado século das luzes, foi palco de movimentas liberais, contestadores e revolucionários. Muitos estavam convencidos de que as luzes da razão iriam amenizar os preconceitos, a ignorância e a relação entre as pessoas. Porém, os resultados das revoluções mostraram que o movimento do liberalismo correspondia aos interesses da burguesia.
A Revolução Francesa (1789) consagrou o lema igualdade , fraternidade e liberdade . Os socialistas diziam, na época, que nada disso fora, alcançado. Igualdade não havia numa sociedade tão dividida entre ricos e pobres. A liberdade que passaria a existir seria a de mercado, com a burguesia livre para melhor explorar o trabalhador. Depois disso tudo fraternidade entre as classes sociais seria uma utopia. .
Ainda no século XVlll, a França se viu diante de uma das primeiras manifestações socialistas: a Conspiração dos Iguais. O movimento foi liderado por François Noel, que assumiu o pseudônimo de Graco Babeuf. A revolta ocorreu durante o período do Diretório (1796) e propunha outros rumos para o processo revolucionário em direção à instalação de um governo mais justo. Defendiam a socialização da terra, a obrigatoriedade do trabalho para todo o cidadão e a intervenção do Estado na economia. Apesar de fracassada, o movimento lançou as bases para a discussão das idéias socialistas no país.
De uma maneira geral, podemos afirmar que o socialismo é um fenômeno típico da história moderna e contemporânea. Antes do surgimento dos socialistas, houve muitas pessoas que protestaram contra as desigualdades sociais, contra a concentração de riquezas em rnãos da minoria.
O socialismo surgiu como um continuador da luta contra as injustiças sociais; porém, introduziu nessa luta um novo elemento: a idéia de transformar as condições de produção e a apropriação da riqueza privada pela maioria da sociedade. Os defensores das idéias socialistas passam a propor limites e restrições aos direitos dos proprietários particulares.
Ao longo do século XIX, o movimento socialista desdobra-se, inicialmente, em forma de resistência, que se traduz no ludismo, expressão de protesto da nascente classe operária. Num segundo momento, por volta de meados do século, surge o cartismo, que objetivava representar politicamente o operário, enquanto movimento organizado. Ainda na segunda metade do século XIX, surgem as primeiras associações de trabalhadores, que mais tarde se configuraram nos sindicatos, os trade union.
O ludismo foi uma das primeiras manifestações de revolta dos operários contra as injustiças sociais, causadas pela Revolução Industrial. Foi um movimento de protesto, caracterizado pela destruição das máquinas, e que ocupou os últimos anos do século XVlll e os primeiros do século XIX. O movimento partia da idéia de que a grande responsável pela miséria generalizada em que se encontrava os operários naquela época era de pura responsabilidade das inúmeras máquinas, que ocupavam cada vez mais o lugar dos trabalhadores.
O movimento luddite na Inglaterra atingiu o auge em 1811-1812, iniciado com um levantamento dos fabricantes de meias no condado de Nottingham. De um modo geral, o movimento foi caracterizado pela violência, porém, em breve, os operários puderam constatar a ineficácia desse método.
Alguns historiadores consideram totalmente sem importância o movimento dos luditas. Para eles, não passou • de uma reação desesperada, ingênua e ineficaz dos trabalhadores industriais. Porém, Eric Hobsbawn, historiador inglês, faz uma nova leitura a respeito do movimento. Observe com atenção o trecho abaixo:
[...] É justo afirmar, acho eu, que a negociação coletiva através do tumulto foi pelo menos tão eficiente como qualquer outro meio de exercer pressão sindical, e provavelmente mais eficiente do que qualquer outro meio disponível, antes da era dos sindicatos nacionais, para grupos tais como os tecelões, marinheiros e mineiros.[...]
HOBSBAWN, Eric J. Os Trabalhadores - Estudos sobre a história do operariado. Rio de janeiro. Paz e Terra. 1001, p.26.
O Cartismo foi um movimento surgido nos anos trinta do século XIX, na Inglaterra. Englobava operários, artesãos e mesmo alguns representantes da classe média mais esclarecidos. As principais reivindicações eram o sufrágio universal masculino e a redução da jornada de trabalho diária para dez horas.
O ponto máximo do movimento foi em 1848, quando foi redigido um documento, que foi entregue ao Parlamento Inglês, apresentando as grandes propostas do movimento. O documento recebeu o nome de Carta do Povo.
O grande mérito desse acontecimento foi conseguir organizar politicamente os trabalhadores. Como resultado, a reforma eleitoral de 1867 concedeu direito de voto para a pequena burguesia e para alguns operários especializado:;.
Os trade unions eram associações de trabalhadores, surgidas no início do século XIX. Essas associações organizavam greves e movimentos, reivindicando as propostas trabalhistas. Em 1821, o governo inglês reconheceu estas associações como entidade útil de auxílio aos trabalhadores. Somente no final do século XIX, foram reconhecidas como órgãos representativos de classe, surgindo logo após o Partido Trabalhista.
A utopia socialista
Os primeiros pensadores socialistas, surgidos na primeira metade do século XIX, receberam o nome de utópicos ou românticos. A cultura européia nesse momento vivia sob a inspiração do romantismo, que valorizava a força do sentimento, a intensidade das paixões e a riqueza das experiências vividas e sonhadas.
Nessa atmosfera européia, surgem as primeiras idéias socialistas que idealizam uma sociedade na qual as pessoas estariam livres das conseqüências perversas da sociedade burguesa. Na fantasia dos socialistas utópicos, pode-se notar um eco das aspirações de uma classe social que estava se formando com a industrialização: a proletariado urbano.
As principais propostas defendidas pelos utópicos foram:
• Proteção do indivíduo mediante leis sociais
• Socialização dos meios de produção .
• Supressão da herança
• Supressão da moeda
• Produção desvinculada do lucro
• Ensino para toda a sociedade
• Sistematização do trabalho
• Igualdade de direitos para homens e mulheres
Os socialistas utópicos tiveram idéias bem interessantes, porém, não foram capazes de adotar caminhos viáveis para alcançar a solução dos problemas sociais. Os principais representantes dessas idéias foram: Saint Simón, Robert Owen, Charles Fourier e Louis Blanc.
O socialismo científico ou marxista
No plano teórico, paralelo às lutas operárias, desenvolve-se os estudos referentes ao Socialismo Científico ou Marxista, dirigidos por Karl Marx e Fredcrich Engels. Em 1848, com a publicação do Manifesto Comunista, os estudiosos apresentam três idéias fundamentais, que passam a ser consideradas premissas básicas do pensamento socialista: o materialismo histórico, o materialismo dialético, a mais valia e a luta de classes.
O materialismo histórico afirmava que todos os grandes movimentos políticos, sociais e internacionais da história tinham sido determinados pelo ambiente econômico em que surgiram. Segundo Marx, a chave para se compreender a história e o funcionamento da sociedade estaria na produção. A maneira com que os homens se relacionavam socialmente no processo produtivo determinava o tipo de sociedade, acrescenta ele que o relacionamento do homem com o processo produtivo se dá através da propriedade. Geralmente, os são os donos da propriedade, e outros, a maioria, vendem o seu trabalho.
O materialismo dialético mostrava que cada sociedade, baseada em padrões definidos de produção e de troca, cresce até alcançar um ponto de máxima eficiência, após o que começam a desenvolver-se contradições e fraquezas internas que trazem consigo a rápida decadência. No caso da sociedade industrial, a produção capitalista estimula a mobilização das massas trabalhadoras, uma vez que aproxima os operários fisicamente, no momento da prática do trabalho. Essa possibilidade acaba levando-os à organização social e à luta por melhores condições de trabalho.
A teoria da mais valia tentou provar que o capitalismo sempre gera injustiças sociais. Segundo Marx, o capitalista não paga pelo trabalho do operário, mas pela força de trabalho, isto é, sua capacidade de trabalhar. Assim, na jornada de trabalho, o operário produz mais do que recebe de salário. A diferença entre o valor de seu trabalho e o valor do salário que recebe é o que constitui o lucro padrão, a mais valia.
A luta de classes é um mecanismo de ação fundamental para a conquista de ideais do proletariado. Para Marx e Engels, em todas as propriedade em que há propriedade privada existem lutas de classes. Eles afirmavam que à medida que ficavam expostas as diferenças e os interesses econômicos e políticos, afloravam-se os conflitos sociais. Assim a tem sido a história das lutas de classes: senhores X escravos, nobres feudais X servos e burguesia X operários.
Categoria: História 3 & 4
Escrito por Rafael Sêga às 15h47
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Independência do Brasil
Para compreender o verdadeiro significado histórico da independência do Brasil, levaremos em consideração duas importantes questões:
Em primeiro lugar, entender que o 07 de setembro de 1822 não foi um ato isolado do príncipe D. Pedro, e sim um acontecimento que integra o processo de crise do Antigo Sistema Colonial, iniciada com as revoltas de emancipação no final do século XVIII. Ainda é muito comum a memória do estudante associar a independência do Brasil ao quadro de Pedro Américo, "O Grito do Ipiranga", que personifica o acontecimento na figura de D. Pedro. Em segundo lugar, perceber que a independência do Brasil, restringiu-se à esfera política, não alterando em nada a realidade sócio-econômica, que se manteve com as mesmas características do período colonial.
Valorizando essas duas questões, faremos uma breve avaliação histórica do processo de independência do Brasil. Desde as últimas décadas do século XVIII assinala-se na América Latina a crise do Antigo Sistema Colonial. No Brasil, essa crise foi marcada pelas rebeliões de emancipação, destacando-se a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana. Foram os primeiros movimentos sociais da história do Brasil a questionar o pacto colonial e assumir um caráter republicano. Era apenas o início do processo de independência política do Brasil, que se estende até 1822 com o "sete de setembro". Esta situação de crise do antigo sistema colonial, era na verdade, parte integrante da decadência do Antigo Regime europeu, debilitado pela Revolução Industrial na Inglaterra e principalmente pela difusão do liberalismo econômico e dos princípios iluministas, que juntos formarão a base ideológica para a Independência dos Estados Unidos (1776) e para a Revolução Francesa (1789). Trata-se de um dos mais importantes movimentos de transição na História, assinalado pela passagem da idade moderna para a contemporânea, representada pela transição do capitalismo comercial para o industrial.
Os Movimentos de Emancipação A Inconfidência Mineira destacou-se por ter sido o primeiro movimento social republicano-emancipacionista de nossa história. Eis aí sua importância maior, já que em outros aspectos ficou muito a desejar. Sua composição social por exemplo, marginalizava as camadas mais populares, configurando-se num movimento elitista estendendo-se no máximo às camadas médias da sociedade, como intelectuais, militares, e religiosos. Outros pontos que contribuíram para debilitar o movimento foram a precária articulação militar e a postura regionalista, ou seja, reivindicavam a emancipação e a república para o Brasil e na prática preocupavam-se com problemas locais de Minas Gerais. O mais grave contudo foi a ausência de uma postura clara que defendesse a abolição da escravatura. O desfecho do movimento foi assinalado quando o governador Visconde de Barbacena suspendeu a derrama -- seria o pretexto para deflagar a revolta - e esvaziou a conspiração, iniciando prisões acompanhadas de uma verdadeira devassa. Os líderes do movimento foram presos e enviados para o Rio de Janeiro responderam pelo crime de inconfidência (falta de fidelidade ao rei), pelo qual foram condenados. Todos negaram sua participação no movimento, menos Joaquim José da Silva Xavier, o alferes conhecido como Tiradentes, que assumiu a responsabilidade de liderar o movimento. Após decreto de D. Maria I é revogada a pena de morte dos inconfidentes, exceto a de Tiradentes. Alguns tem a pena transformada em prisão temporária, outros em prisão perpétua. Cláudio Manuel da Costa morreu na prisão, onde provavelmente foi assassinado. Tiradentes, o de mais baixa condição social, foi o único condenado à morte por enforcamento. Sua cabeça foi cortada e levada para Vila Rica. O corpo foi esquartejado e espalhado pelos caminhos de Minas Gerais (21 de abril de 1789). Era o cruel exemplo que ficava para qualquer outra tentativa de questionar o poder da metrópole. O exemplo parece que não assustou a todos, já que nove anos mais tarde iniciava-se na Bahia a Revolta dos Alfaiates, também chamada de Conjuração Baiana. A influência da loja maçônica Cavaleiros da Luz deu um sentido mais intelectual ao movimento que contou também com uma ativa participação de camadas populares como os alfaiates João de Deus e Manuel dos Santos Lira.Eram pretos, mestiços, índios, pobres em geral, além de soldados e religiosos. Justamente por possuír uma composição social mais abrangente com participação popular, a revolta pretendia uma república acompanhada da abolição da escravatura. Controlado pelo governo, as lideranças populares do movimento foram executadas por enforcamento, enquanto que os intelectuais foram absolvidos. Outros movimentos de emancipação também foram controlados, como a Conjuração do Rio de Janeiro em 1794, a Conspiração dos Suaçunas em Pernambuco (1801) e a Revolução Pernambucana de 1817. Esta última, já na época que D. João VI havia se estabelecido no Brasil. Apesar de contidas todas essas rebeliões foram determinantes para o agravamento da crise do colonialismo no Brasil, já que trouxeram pela primeira vez os ideais iluministas e os objetivos republicanos.
A Família Real no Brasil e a Preponderância Inglesa Se o que define a condição de colônia é o monopólio imposto pela metrópole, em 1808 com a abertura dos portos, o Brasil deixava de ser colônia. O monopólio não mais existia. Rompia-se o pacto colonial e atendia-se assim, os interesses da elite agrária brasileira, acentuando as relações com a Inglaterra, em detrimento das tradicionais relações com Portugal. Esse episódio, que inaugura a política de D. João VI no Brasil, é considerado a primeira medida formal em direção ao "sete de setembro". Há muito Portugal dependia economicamente da Inglaterra. Essa dependência acentua-se com a vinda de D. João VI ao Brasil, que gradualmente deixava de ser colônia de Portugal, para entrar na esfera do domínio britânico. Para Inglaterra industrializada, a independência da América Latina era uma promissora oportunidade de mercados, tanto fornecedores, como consumidores. Com a assinatura dos Tratados de 1810 (Comércio e Navegação e Aliança e Amizade), Portugal perdeu definitivamente o monopólio do comércio brasileiro e o Brasil caiu diretamente na dependência do capitalismo inglês. Em 1820, a burguesia mercantil portuguesa colocou fim ao absolutismo em Portugal com a Revolução do Porto. Implantou-se uma monarquia constitucional, o que deu um caráter liberal ao movimento. Mas, ao mesmo tempo, por tratar-se de uma burguesia mercantil que tomava o poder, essa revolução assume uma postura recolonizadora sobre o Brasil. D. João VI retorna para Portugal e seu filho aproxima-se ainda mais da aristocracia rural brasileira, que sentia-se duplamente ameaçada em seus interesses: a intenção recolonizadora de Portugal e as guerras de independência na América Espanhola, responsáveis pela divisão da região em repúblicas.
O Significado Histórico da Independência A aristocracia rural brasileira encaminhou a independência do Brasil com o cuidado de não afetar seus privilégios, representados pelo latifúndio e escravismo. Dessa forma, a independência foi imposta verticalmente, com a preocupação em manter a unidade nacional e conciliar as divergências existentes dentro da própria elite rural, afastando os setores mais baixos da sociedade representados por escravos e trabalhadores pobres em geral. Com a volta de D. João VI para Portugal e as exigências para que também o príncipe regente voltasse, a aristocracia rural passa a viver sob um difícil dilema: conter a recolonização e ao mesmo tempo evitar que a ruptura com Portugal assumisse o caráter revolucionário-republicano que marcava a independência da América Espanhola, o que evidentemente ameaçaria seus privilégios. A maçonaria (reaberta no Rio de Janeiro com a loja maçônica Comércio e Artes) e a imprensa uniram suas forças contra a postura recolonizadora das Cortes. D. Pedro é sondado para ficar no Brasil, pois sua partida poderia representar o esfacelamento do país. Era preciso ganhar o apoio de D. Pedro, em torno do qual se concretizariam os interesses da aristocracia rural brasileira. Um abaixo assinado de oito mil assinaturas foi levado por José Clemente Pereira (presidente do Senado) a D. Pedro em 9 de janeiro de 1822, solicitando sua permanência no Brasil. Cedendo às pressões, D. Pedro decidiu-se: "Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto. Diga ao povo que fico". É claro que D. Pedro decidiu ficar bem menos pelo povo e bem mais pela aristocracia, que o apoiaria como imperador em troca da futura independência não alterar a realidade sócio-econômica colonial. Contudo, o Dia do fico era mais um passo para o rompimento definitivo com Portugal. Graças a homens como José Bonifácio de Andrada e Silva (patriarca da independência), Gonçalves Ledo, José Clemente Pereira e outros, o movimento de independência adquiriu um ritmo surpreendente com o cumpra-se, onde as leis portuguesas seriam obedecidas somente com o aval de D. Pedro, que acabou aceitando o título de Defensor Perpétuo do Brasil (13 de maio de 1822), oferecido pela maçonaria e pelo Senado. Em 3 de junho foi convocada uma Assembléia Geral Constituinte e Legislativa e em primeiro de agosto considerou-se inimigas as tropas portuguesas que tentassem desembarcar no Brasil. São Paulo vivia um clima de instabilidade para os irmãos Andradas, pois Martim Francisco (vice-presidente da Junta Governativa de São Paulo) foi forçado a demitir-se, sendo expulso da província. Em Portugal, a reação tornava-se radical, com ameaça de envio de tropas, caso o príncipe não retornasse imediatamente. José Bonifácio, transmitiu a decisão portuguesa ao príncipe, juntamente com carta sua e de D. Maria Leopoldina, que ficara no Rio de Janeiro como regente. No dia sete de setembro de 1822 D. Pedro que se encontrava às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, após a leitura das cartas que chegaram em suas mãos, bradou: "É tempo... Independência ou morte... Estamos separados de Portugal".Chegando no Rio de Janeiro (14 de setembro de 1822), D. Pedro foi aclamado Imperador Constitucional do Brasil. Era o início do Império, embora a coroação apenas se realizasse em primeiro de dezembro de 1822. A independência não marcou nenhuma ruptura com o processo de nossa história colonial. As bases sócio-econômicas (trabalho escravo, monocultura e latifúndio), que representavam a manutenção dos privilégios aristocráticos, permaneceram inalteradas. O "sete de setembro" foi apenas a consolidação de uma ruptura política, que já começara 14 anos atrás, com a abertura dos portos.
Categoria: História 3 & 4
Escrito por Rafael Sêga às 15h40
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Guerra dos Mascates
A Guerra dos Mascates que se registrou de 1710 a 1711 na então Capitania de Pernambuco, é considerada como um movimento nativista pela historiografia em História do Brasil.
Confrontaram-se os senhores de terras e de engenhos pernambucanos, concentrados em Olinda, e os comerciantes portugueses do Recife, chamados pejorativamente de mascates. Quando houve as sedições entre os mascates europeus de Recife e a aristocracia rural de Olinda, os sectários dos mascates se apelidavam Tundacumbe, cipós e Camarões, e os nobres e seus sectários, pés rapados - porque quando haviam de tomar as armas, se punham logo descalços e à ligeira, para com menos embaraços as manejarem, e assim eram conhecidos como destros nelas, e muito valorosos, pelo que na história de Pernambuco, a alcunha de pés rapados é sinônimo de nobreza.
[editar] Antecedentes
Após a expulsão dos holandeses do Nordeste do Brasil, a economia da região, dependente da agro-manufatura do açúcar, sem capitais para investimento em lavouras, equipamentos e mão-de-obra (escrava), e face ao declínio dos preços do produto no mercado internacional, devido à concorrência do similar produzido nas Antilhas, entrou em crise.
Dependentes economicamente dos comerciantes portugueses, junto a quem contraíram dívidas agravadas pela queda internacional dos preços do açúcar, os latifundiários pernambucanos não aceitaram a emancipação político-administrativa do Recife, até então uma comarca subordinada a Olinda. A emancipação de Recife foi percebida como uma agravante da situação dos latifundiários locais (devedores) diante da burguesia lusitana (credora), que por esse mecanismo passava se colocar em patamar de igualdade política.
A concorrência afetou os grandes ricos senhores de engenho de Olinda, que entraram em decadência como não obtinham mais os lucros com a produção açucareira, não tinham capital para saldar suas dívidas. Em busca de uma saída, os senhores de engenho foram pedir dinheiro emprestado. Naquela época os comerciantes portugueses chamados de mascates, ocupavam a cidade de Recife e possuíam dinheiro para emprestar aos senhores de Olinda, porém cobravam juros altíssimos pelos empréstimos, ocasionado o endividamento cada vez maior dos olindeses.
Até o final do século XVII, Olinda era a principal cidade de Pernambuco, onde moravam ricos senhores de engenhos, que pensavam que sua fortuna jamais acabaria. Mas isso aconteceu, por uma guerra de preços do açúcar no mercado europeu, e os senhores de engenho de Olinda começaram a pedir dinheiro emprestado aos comerciantes de Recife, mero povoado. Aos poucos, foram surgindo ódio e conflitos. Conscientes de sua importância, os comerciantes pediram ao rei de Portugal que o povoado fosse elevado a vila. Quando estava sendo concretizada a separação entre as duas cidades, em 1710, os senhores de Olinda se revoltaram, tendo como um dos chefes o proprietário de engenho Bernardo Vieira de Melo. Sem condição de resistir, os comerciantes mais ricos de Recife fugiram para não serem capturados. A metrópole interveio na região, em 1711, prendendo os líderes da rebelião. Recife foi elevada a condição de capital de Pernambuco.
Após a vitória dos mascates comerciantes, percebem o predomínio do comércio em relação à produção colonial que já ocorria já que os senhores de Olinda pegavam dinheiro emprestado a juros com os mascates para conseguirem manter seu sistema colonial.
[editar] O movimento
Em fevereiro de 1709, pouco após receber a Carta Régia que elevou o povoado à condição de vila, os comerciantes inauguraram o Pelourinho e o prédio da Câmara Municipal, separando o formalmente o Recife de Olinda, a sede da capitania.
Tendo os membros da aristocracia rural abandonado Olinda para se refugiar nos engenhos onde viviam, as hostilidades iniciaram-se em Vitória de Santo Antão, lideradas pelo seu Capitão-mor, Pedro Ribeiro da Silva. Estas forças, engrossadas em Afogados com reforços oriundos de São Lourenço e de Olinda, sob a liderança de Bernardo Vieira de Melo e de seu pai, o coronel Leonardo Bezerra Cavalcanti, invadiram o Recife, demolindo o Pelourinho, rasgando o Foral régio, libertando os presos e perseguindo pessoas ligadas ao governador Sebastião de Castro Caldas Barbosa (mascates). Este, por sua vez, visando garantir a sua segurança, retirou-se para a Bahia, deixando o governo da capitania a cargo do bispo Manuel Álvares da Costa.
Os mascates contra-atacaram em 1711, invadindo Olinda e provocando incêndios e destruição em vilas e engenhos na região.
A nomeação de um novo governador, Felix José de Mendonça, e a atuação de tropas mandadas da Bahia puseram fim à guerra. A burguesia mercantil recebeu o apoio da metrópole, e o Recife manteve a sua autonomia.
Categoria: História 3 & 4
Escrito por Rafael Sêga às 15h30
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Restauração de 1640 (Fim da União Ibérica)
Dá-se o nome de Restauração o regresso de Portugal à sua completa independência em relação a Castela em 1640, depois de sessenta anos de regime de monarquia dualista (1580-1640) em que as coroas dos dois países couberam simultaneamente a Filipe II, Filipe III e Filipe IV de Castela. Nos anos imediatamente anteriores a 1640 intensificou-se o descontentamento em relação ao regime dualista em parte dos membros da classe aristocrática, dos eclesiásticos (principalmente os jesuítas, que exploraram nesse sentido as crenças sebastianistas – e, em geral, encobertas) e também entre os interessados no comércio com as províncias ultramarinas do Atlântico. A má administração do governo espanhol constituía uma grande causa de insatisfação dos Portugueses em relação à união com Castela. Dessa má administração provinha o agravamento dos impostos. Em 06 de julho de 1628 era expedida a carta régia que, sem o voto das Cortes (por tradição, indispensável para que se criassem novos tributos), mandava levantar, por meio de empréstimo forçado, as quantias necessárias para a defesa, durante seis anos, de todos os lugares dos domínios portugueses ameaçados pelos estrangeiros. A população mostrou logo a sua má vontade. A tensão agravou-se quando o clero (cujos privilégios o isentavam de tais imposições) se viu também incluído na coleta geral. Também no Ultramar surgiram protestos. Em 1635 era estendido a todo o reino o imposto do real de água, bem como o aumento do das sisas. Em 1634 confiava Olivares o governo de Portugal a uma prima co-irmã de Filipe IV, a princesa Margarida, viúva de Vicêncio Gonzaga, duque de Mântua. Ao mesmo tempo (fins de 1634) Miguel de Vasconcelos era transferido do seu posto de escrivão da Fazenda para as elevadíssimas funções de secretário de Estado, em Lisboa, junto da duquesa, cargo em que teve ensejo de desagradar muito aos Portugueses não partidários de Castela. Num escrito editado em 1641, sob o título Relação de tudo o que se passou na felice aclamação, declarou-se que D. Antônio de Mascarenhas fora a Évora a admoestar aos cabeças daquela parcialidade que não desistissem do começado e que, para que a empresa tivesse bom sucesso, pedissem amparo à Casa de Bragança. Era no duque, com efeito, que se pensava para chefe da insurreição e futuro monarca de Portugal independente; mas ele não achava oportuno o momento para tão grande aventura, e tratou de dar provas públicas de que reprovava a idéia. Notamos, todavia, que aos incitamentos internos se acrescentava um exterior, provindo da França, então em luta com a Espanha, que se empenhava em impelir Portugal e a Catalunha contra o governo de Madrid.
Em 1638 tomou o conde-duque uma outra resolução que descontentou aos portugueses: a pretexto de os consultar sobre um projeto de reforma da administração do país, convocou a Madrid grande número de fidalgos, e ordenou levas de tropas para servirem nas guerras que a monarquia espanhola sustentava, sangrando assim Portugal das suas maiores forças. O que veio dar mais impulso à idéia da independência foram as novas exigências do conde-duque. Em junho de 1640, insurgia-se a Catalunha, e Olivares pensou em mandar portugueses para combater os catalães revoltados, ao mesmo tempo que se anunciavam novos impostos. Aderiram à conjuração o juiz do povo, os Vinte e Quatro dos mesteres e vários eclesiásticos, entre os quais o arcebispo de Lisboa, D. Rodrigo da Cunha. Deram também a sua colaboração o doutor Estevão da Cunha, deputado do Santo Ofício, e D. Antônio Telo. Em outubro realizou-se uma reunião conspiratória no jardim do palácio de D. Antão de Almada, a S. Domingos, em Lisboa. Assistiram, além dele, D. Miguel de Almeida, Francisco de Melo, Jorge de Melo, Pêro de Mendonça e João Pinto Ribeiro. Teve também influxo na resolução a mulher do futuro Monarca, D. Luísa de Gusmão. Chegado a Lisboa em 21 de novembro de 1640, João Pinto Ribeiro convocou os conspiradores para uma reunião num palácio que o duque tinha em Lisboa e onde ele, João Pinto, residia. Decidiu-se estudar em pormenor o plano do levantamento, amiudando-se as reuniões. Por fim, marcou-se o momento de sublevação: 9 horas da manhã de sábado, 1º de dezembro. Na noite de 28 para 29 surgiram complicações, por haver quem julgasse que eram poucos os conjurados; mas João Pinto Ribeiro, a quem quiseram encarregar de transmitir ao duque o intuito de se adiar, opôs-se tenazmente a tal idéia, numa discussão que se prolongou até as 3 horas da manhã. O dia 1º de dezembro amanheceu claro e muito sereno. Tinham-se os conjurados confessado e comungado, e alguns deles fizeram testamento. Antes das 9 horas foram convergindo para o Terreiro do Paço os fidalgos e os populares que o padre Nicolau da Maia aliciara. Soadas as nove horas, dirigiram-se os fidalgos para a escadaria e subiram rápido por por ela. Um grupo especial, composto por Jorge de Melo, Estevão da Cunha, Antônio de Melo, padre Nicolau da Maia e alguns populares, tinha por objetivo assaltar o forte contíguo ao palácio e dominar a guarnição castelhana, apenas os que deveriam investir no paço iniciassem o seu ataque. Estes rapidamente venceram a resistência dos alabardeiros que acudiram ao perigo e D. Miguel de Almeida assomou a uma varanda de onde falou ao povo. Assim estava restaurada a independência de Portugal.
Categoria: História 3 & 4
Escrito por Rafael Sêga às 15h27
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Colonização inglesa na América do Norte
A Inglaterra iniciou seu processo de expansão marítima no final do século XV, após a Guerra das Duas Rosas, com a ascensão da Dinastia Tudor, que deu início a formação do absolutismo e desenvolveu uma política mercantilista. No entanto, as expedições que a princípio pretendiam encontrar uma passagem para o Oriente, não tiveram resultados efetivos, seja pelos conflitos com a Espanha, ou com os povos indígenas na América do Norte.
A Inglaterra
No século XVII a Inglaterra vivia uma conjuntura favorável à colonização. O comércio havia dado origem a uma burguesia enriquecida e dotado o país de uma grande frota, pois no século anterior, principalmente do reinado de Elizabeth I, o mercantilismo havia se imposto, utilizando-se inclusive das atividades dos corsários; a Espanha, em decadência, não tinha condições de manter os territórios que julgava seus pelo Tratado de Tordesilhas. Do ponto de vista social, havia nas cidades inglesas uma grande massa de homens pobres, resultado do êxodo rural, provocado pelos "cercamentos" e outra camada de origem burguesa, porém que sofria com as perseguições religiosas. Parte desses dois grupos migraram para as colônias da América do Norte.
A Empresa Colonizadora O início da colonização da América do norte pelos ingleses deu-se a partir da concessão real a duas empresas privadas: A Companhia de Londres, que passou a monopolizar a colonização das regiões mais ao norte, e a Companhia de Plymonth, que recebeu o monopólio dos territórios mais ao sul. Dessa maneira dizemos que a colonização foi realizada a partir da atuação da "iniciativa privada". Porém subordinadas as leis do Estado. A primeira colônia inglesa foi a Virgínia, que nasceu a partir da fundação da cidade de Jamestown, mas a efetiva ocupação e desenvolvimento da região levaria algumas décadas, ao longo das quais foram estabelecidas outras colônias na região sul: Maryland (colônia católica, em 1632) Carolina Do Norte e Carolina do Sul (1663) e Geórgia (1733). Nessas colônias desenvolveu-se a estrutura tradicional de produção, caracterizada pelo latifúndio monocultor, voltado para a exportação segundo os interesses da metrópole, utilizando o trabalho escravo africano. As Colônias do Norte têm sua origem na fundação da cidade de New Plymonth ( Massachussets) em 1620, pelos "peregrinos do mayflower", puritanos que fugiam da Inglaterra devido as perseguições religiosas e que estabeleceram um pacto, segundo o qual o governo e as leis seguiriam a vontade da maioria. A partir de NewPlymonth novos núcleos foram surgindo, vinculados a atividade pesqueira, ao cultivo em pequenas propriedades e ao comércio. No entanto a intoler6ancia religiosa determinou a migração para outras regiões e assim novas colônias foram fundadas: Rhode Island e Connecticut (1636) e New Hampshire (1638). Nessa região, denominada genericamente de "Nova Inglaterra" as colônias prosperaram principalmente devido ao comércio. Do ponto de vista da produção, a economia caracterizou-se pelo predomínio da pequena propriedade policultora, voltada aos interesses dos próprios colonos, utilizando-se o trabalho livre, assalariado ou a servidão temporária. As Colônias do Centro foram as últimas a surgirem, após a Restauração da Monarquia inglesa em 1660. A ocupação daregião ocorreu principalmente por refugiados religiosos e foi onde opensamento liberal rapidamente enraizou-se, tanto do ponto de vista político como religioso. Nova Iorque, Pensilvânia, Nova Jérsei e Delaware desenvolveram tanto a agricultura em pequenas propriedades como a criação de animais, com uma produção diversificada e estrutura semelhante à da Nova Inglaterra.
A Organização Política As 13 colônias eram completamente independentes entre si, estando cada uma delas subordinada diretamente à metrópole. Porém como a colonização ocorreu a partir da iniciativa privada, desenvolveu-se um elevado grau de autonomia político-administrativa, caracterizada principalmente pela idéia do auto-governo. Cada colônia possuía um governador, nomeado, e que representava os interesses da metrópole, porém existia ainda um Conselho, formado pelos homens mais ricos que assessorava o governador e uma Assembléia Legislativa eleita, variando o critério de participação em cada colônia, responsável pela elaboração das leis locais e pela definição dos impostos. Apesar dos governadores representarem os interesses da metrópole, a organização colonial tendeu a aumentar constantemente sua influência, reforçando a idéia de "direitos próprios".
O Desenvolvimento Econômico
As características climáticas contribuíram para a definição do modelo econômico de cada região, o clima tropical no sul e temperado no centro-norte. no entanto foi determinante o tipo de sociedade e de interesses existentes. Na região centro norte a colonização foi efetuada por um grupo caracterizado por homens que pretendiam permanecer na colônia (ideal de fixação), sendo alguns burgueses com capitais para investir, outros trabalhadores braçais, livres, caracterizando elementos do modelo capitalista, onde havia a preocupação do sustento da própria colônia, uma vez que havia grande dificuldade em comprar os produtos provenientes da Inglaterra. A agricultura intensiva, a criação de gado e o comércio de peles, madeira, e peixe salgado, foram as principais atividades econômicas, sendo que desenvolveu-se ainda uma incipiente indústria de utensílios agrícolas e de armas. Em várias cidades litorâneas o comércio externo se desenvolveu, integrando-se às Antilhas, onde era obtido o rum, trocado posteriormente na África por escravos, que por sua vez eram vendidos nas colônias do sul: Assim nasceu o "Comércio Triangular", responsável pela formação de uma burguesia colonial e pela acumulação capitalista.
Categoria: História 3 & 4
Escrito por Rafael Sêga às 15h17
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Descoberta da América
Usualmente, para compreendermos o advento das grandes navegações, fazemos uma associação entre o reavivamento comercial da Baixa Idade Média, a formação dos Estados Nacionais e a ascensão da burguesia para compreendermos tal experiência histórica. A primeira nação a reunir esse conjunto de características específicas foi Portugal, logo depois da “Revolução de Avis”.
Desde o século XII, a entrada dos produtos orientais se dava pelo monopólio exercido pelos comerciantes italianos e árabes. Visando superar a dependência para com esse dois atravessadores, Portugal promoveu esforços para criar uma rota que ligasse diretamente os comerciantes portugueses aos povos do Oriente. Dom Henrique, príncipe português, reuniu na cidade de Sagres vários navegantes, cartógrafos, marinheiros e cosmógrafos dispostos a desenvolver conhecimentos no campo marítimo. No ano de 1415, os portugueses desembarcaram em Ceuta, no norte da África e, em seguida, Portugal ocupou as ilhas atlânticas da Madeira, Açores e Cabo Verde. Em 1434, o navegador Gil Eanes, ultrapassou o cabo Bojador, definido como o limite máximo do mundo conhecido e abriu as portas para a conquista lusitana sob o litoral africano. Depois de formar novos entrepostos pela costa africana, um novo limite viria a ser superado: em 1488, Bartolomeu Dias chegou ao Cabo da Boa Esperança. Dez anos mais tarde, o navegador Vasco da Gama chegou à cidade indiana de Calicute e voltou a Portugal com uma embarcação cheia de especiarias. No ano de 1500, o navegante português Pedro Álvares Cabral anunciou a descoberta do Brasil.
No meio tempo em que Portugal despontou em sua expansão marítima, a Espanha se envolveu no processo de expulsão dos mouros da Península Ibérica. O fim da chamada “Guerra de Reconquista” possibilitou a inserção dos espanhóis na corrida de expansão marítima. Atraídos pelo projeto do navegador genovês Cristóvão Colombo, a Espanha decidiu financiar a expedição do explorador italiano, em 1492. De acordo com o plano de Colombo, seria possível alcançar-se o Oriente navegando-se pelo Ocidente. Dessa aventura marítima, a Coroa Espanhola descobriu o continente americano.
Cristóvão Colombo, figura de suma importância na descoberta da América, nasceu em Gênova - província italiana da região de Ligúria –, no ano de 1451, pertencente a uma rica família de artesãos. Não se tornou, porém, um intelectual, interessando-se pelos conhecimentos referentes à navegação e à cartografia, vindo a ter sua primeira experiência no mar aos 10 anos de idade. Aos 25 anos, já no ano de 1476, foi vítima de um naufrágio ao longo do Algarves – região mais ao sul de Portugal Continental –, quando se encontrava no interior de uma caravela comercial flamenga. Em conseqüência deste incidente Colombo acabou indo para Lisboa, local em que morava seu irmão Bartolomeu. Viveu ali por um tempo razoável para que se casasse com uma portuguesa rica, natural da Ilha da Madeira. Era de interesse de Colombo explorar os mares e as novas terras que ainda se encontravam por assim dizer, escondidas, porém a Coroa Portuguesa negou a ele apoio para esta empreitada, esperando desta forma proteger o privilégio da posse exclusiva sobre as navegações, mesmo tendo total conhecimento dos interesses econômicos e políticos que abrangiam a concorrência pela possessão dos mares e das terras que ainda restavam ser encontradas e colonizadas. Somente no ano de 1492, com 41 anos de idade, Colombo realiza seu sonho de explorar os mares, com o consentimento dos Reis Católicos de Aragão e Castela – Fernando II e Isabel I -, que lhe deram total liberdade para agir. A expansão marítima era de total interesse dos reinos europeus, com destaque para Portugal e Espanha, os mais interessados em ampliar suas possessões territoriais e descobrir novos caminhos marítimos como alternativas para a realização do comércio. O objetivo maior era alcançar as Índias – nome que abrangia todo o Oriente -, grande abastecedora de especiarias e um novo ponto comercial de consumo. A Armada da primeira viagem de Colombo, constituída pelos navios Santa Maria, Pinta – cujo capitão era Martín Alonso de Pizón - e Nina – comandada pelo capitão Vicente Yáñez Pinzón -, sai do porto espanhol de Palos em 03 de agosto de 1492. No dia 12 de outubro ancora em uma ilha denominada pelos índios de Ilha de Guanahaní, porém batizada por Colombo com o nome de San Salvador (Bahamas), pensando ter alcançado as Índias. O primeiro desembarque deu-se na Baía Long, no litoral ocidental, local em que foram afixados o estandarte Real, pelo então denominado Almirante Colombo, e as demais bandeiras da Cruz Verde, fixadas pelos outros capitães. O escrivão da Armada, Rodrigo de Escobedo, foi incumbido de redigir e escrever o documento de posse da nova terra. No ano de 1500 o Brasil é descoberto, entre 1503 e 1513 cabe a Américo Vespúcio e outros navegadores explorarem as Antilhas e o litoral atlântico na parte mais ao sul dos territórios recém-descobertos. Em 1508 eles alcançam a península de Yucatán – México – e no ano de 1512 chegam à Flórida e ao delta do rio Mississipi (EUA). Diante das evidências, concluem que descobriram um novo continente, que em homenagem a Américo Vespúcio é denominado América. O descobrimento da América fez desmoronar uma idéia remota de que o mundo era constituído apenas por um bloco de três continentes: Ásia, África e Europa, rodeado por um grande oceano. Com a descoberta do Novo Mundo, Colombo marca uma nova era, que transformou de forma expressiva e irreversível a fisionomia do mundo, que se baseia nas relações políticas, econômicas e sociais entre os povos ocidentais. A colonização da América se realizou primordialmente por quatro povos: espanhóis, portugueses, ingleses e franceses. Ocorreram duas formas de colonização diferentes: colônias de povoamento, suas especificidades básicas consistiram em: pequena propriedade, cultura variada e trabalho familiar objetivando o mercado interno; nas de exploração havia a predominância da ampla propriedade, da monocultura (um só tipo de cultivo) e do trabalho escravo, sempre de olhos bem abertos para o que se passava no mercado europeu. O continente americano foi repartido geograficamente em América do Norte, América Central e América do Sul, sendo envolto a oeste pelo Oceano Pacífico e a Leste pelo Atlântico. Ele é considerado o segundo maior continente do mundo com aproximadamente 42.560.270 quilômetros quadrados. Abrindo a rivalidade entre Portugal e Espanha, ambos buscaram assinar tratados definidores das regiões a serem ocupadas por cada um deles. Em 1493, a bula “Intercoetera” estabeleceu as terras a 100 léguas a leste de Cabo Verde como região de posse portuguesa. No ano seguinte, Portugal solicitou o alargamento das fronteiras para 370 léguas de Cabo Verde. Ao longo do século XVI, outras nações, como Holanda, França e Inglaterra questionaram o monopólio ibérico realizando invasões ao continente americano e praticando atividade corsária, pirataria pura e invadindo domínios luso-espanhóis.
Categoria: História 1 & 2
Escrito por Rafael Sêga às 15h51
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Renascimento Cultural
Renascimento é o nome que se dá a um grande movimento de mudanças culturais, que atingiu as camadas urbanas da Europa Ocidental entre os séculos XIV e XVI, caracterizado pela retomada dos valores da cultura greco-romana, ou seja, da cultura clássica. Esse momento é considerado como um importante período de transição envolvendo as estruturas feudo capitalistas. As bases desse movimento eram proporcionadas por uma corrente filosófica reinante, o humanismo, que descartava a escolástica medieval, até então predominante, e propunha o retorno às virtudes da antiguidade. Platão, Aristóteles, Virgílio, Sêneca e outros autores greco-romanos começam a ser traduzidos e rapidamente difundidos.
Os Valores O movimento renascentista envolveu uma nova sociedade e portanto novas relações sociais em seu cotidiano. A vida urbana passou a implicar um novo comportamento, pois o trabalho, a diversão, o tipo de moradia, os encontros nas ruas, implicavam por si só um novo comportamento dos homens. Isso significa que o Renascimento não foi um movimento de alguns artistas, mas uma nova concepção de vida adotada por uma parcela da sociedade, e que será exaltada e difundida nas obras de arte. Apesar de recuperar os valores da cultura clássica, o Renascimento não foi uma cópia, pois utilizava-se dos mesmos conceitos, porém aplicados de uma nova maneira à uma nova realidade. Assim como os gregos, os homens "modernos" valorizaram o antropocentrismo: "O homem é a medida de todas as coisas"; o entendimento do mundo passava a ser feito a partir da importância do ser humano, o trabalho, as guerras, as transformações, os amores, as contradições humanas tornaram-se objetos de preocupação, compreendidos como produto da ação do homem. Uma outra característica marcante foi o racionalismo, isto é, a convicção de que tudo pode ser explicado pela razão do homem e pela ciência, a recusa em acreditar em qualquer coisa que não tenha sido provada; dessa maneira o experimentalismo, a ciência, conheceram grande desenvolvimento. O individualismo também foi um dos valores renascentistas e refletiu a emergência da burguesia e de novas relações de trabalho. A idéia de que cada um é responsável pela condução de sua vida, a possibilidade de fazer opções e de manifestar-se sobre diversos assuntos acentuaram gradualmente o individualismo. É importante percebermos que essa característica não implica o isolamento do homem, que continua a viver em sociedade, em relação direta com outros homens, mas na possibilidade que cada um tem de tomar decisões. Foi acentuada a importância do estudo da natureza; o naturalismo aguçou o espírito de observação do homem. O hedonismo representou o "culto ao prazer", ou seja, a idéia de que o homem pode produzir o belo, pode gerar uma obra apenas pelo prazer que isso possa lhe proporcionar, rompendo com o pragmatismo. O Universalismo foi uma das principais características do Renascimento e considera que o homem deve desenvolver todas as áreas do saber; podemos dizer que Leonardo da Vinci é o principal modelo de "homem universal", matemático, físico, pintor e escultor, estudou inclusive aspectos da biologia humana.
O Berço do Renascimento Esse é uma expressão muito utilizada, apesar de a Itália ainda não existir como nação. A região italiana estava dividida e as cidades possuíam soberania. Na verdade o Renascimento desenvolveu-se em algumas cidades italianas, principalmente aqueles ligadas ao comércio. Desde o século XIII, com a reabertura do Mediterrâneo, o comércio de várias cidades italianas com o oriente intensificou-se , possibilitando importantes transformações, como a formação de uma camada burguesa enriquecida e que necessitava de reconhecimento social. O comércio comandado pela burguesia foi responsável pelo desenvolvimento urbano, e nesse sentido, responsável por um novo modelo de vida, com novas relações sociais onde os homens encontram-se mais próximos uns dos outros. Dessa forma podemos dizer que a nova mentalidade da população urbana representa a essência dessas mudanças e possibilitará a Produção Renascentista. Podemos considerar ainda como fatores que promoveram o renascimento italiano, a existência de diversas obras clássicas na região, assim como a influência dos "sábios bizantinos", homens oriundos principalmente de Constantinopla, conhecedores da língua grega e muitas vezes de obras clássicas.
A Produção Renascentista É necessário fazer uma diferenciação entre a cultura renascentista; aquela caracterizada por um novo comportamento do homem da cidade, a partir de novas concepções de vida e de mundo, da Produção Renascentista, que representa as obras de artistas e intelectuais, que retrataram essa nova visão de mundo e são fundamentais para sua difusão e desenvolvimento. Essa diferenciação é importante para que não julguemos o Renascimento como um movimento de "alguns grandes homens", mas como um movimento que representa uma nova sociedade, urbana caracterizada pelos novos valores burguesas e ainda associada à valores cristãos. O mecenato, prática comum na Roma antiga, foi fundamental para o desenvolvimento da produção intelectual e artística do renascimento. O Mecenas era considerado como "protetor", homem rico, era na prática quem dava as condições materiais para a produção das novas obras e nesse sentido pode ser considerado como o patrocinador, o financiador. O investimento do mecenas era recuperado com o prestígio social obtido, fato que contribuía com a divulgação das atividades de sua empresa ou instituição que representava. A maioria dos mecenas italianos eram elementos da burguesia, homens enriquecidos com o comércio e toda a produção vinculada à esse patrocínio foi considerada como Renascimento Civil. Encontramos também o Papa e elementos da nobreza praticando o mecenato, sendo que o Papa Júlio II foi o principal exemplo do que denominou-se Renascimento Cortesão.
A Expansão do Renascimento No decorrer do século XVI a cultura renascentista expandiu-se para outros países da Europa Ocidental e para que isso ocorresse contribuíram as guerras e invasões vividas pela Itália. As ocupações francesa e espanhola determinaram um conhecimento melhor sobre as obras renascentistas e a expansão em direção a outros países, cada um adaptando-o segundo suas peculiaridades, numa época de formação do absolutismo e de início do movimento de Reforma Religiosa. O século XVI foi marcado pelas grandes navegações, num primeiro momento vinculadas ao comércio oriental e posteriormente à exploração da América. A navegação pelo Atlântico reforçaram o capitalismo de Portugal, Espanha e Holanda e em segundo plano da Inglaterra e França. Nesses "países atlânticos" desenvolveu-se então a burguesia e a mentalidade renascentista. Esse movimento de difusão do Renascimento coincidiu com a decadência do Renascimento Italiano, motivado pela crise econômica das cidades, provocada pela perda do monopólio sobre o comércio de especiarias. A mudança do eixo econômico do Mediterrâneo para o Atlântico determinou a decadência italiana e ao mesmo tempo impulsionou o desenvolvimento dos demais países, promovendo reflexos na produção cultural.
Outro fator fundamental para a crise do Renascimento italiano foi a Reforma Religiosa e principalmente a Contra Reforma. Toda a polêmica que desenvolveu-se pelo embate religioso fez com que a religião voltasse a ocupar o principal espaço da vida humana; além disso, a Igreja Católica desenvolveu um grande movimento de repressão, apoiado na publicação do INDEX e na retomada da Inquisição que atingiu todo indivíduo que de alguma forma de opusesse a Igreja. Como o movimento protestante nõ existiu na Itália, a repressão recaiu sobre os intelectuais e artistas do renascimento.
Categoria: História 1 & 2
Escrito por Rafael Sêga às 15h43
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Legado Cultural Grego 1
Os habitantes das cidades gregas partilhavam algumas instituições e práticas culturais importantes. A principal, sem dúvida, era a língua. Outra era a religião, presente em todos os aspectos da vida, das artes, da política, dos costumes.
1. Deuses muito humanos
Como a maior parte dos povos da Antiguidade, os gregos eram politeístas. Seus deuses, entretanto, assim como os seres humanos, eram dotados de sentimentos de raiva, de ódio, de compaixão. A maioria dessas divindades habitava o monte Olimpo, a mais alta montanha da península Balcânica. Segundo a mitologia grega (conjunto de mitos e crenças daquele povo), alguns desses deuses chegaram a manter relações sexuais com seres humanos, gerando filhos conhecidos como heróis ou semideuses.
A religião dos gregos não tinha dogmas ou mandamentos. Desde que não provocasse a fúria divina, a crença era livre. O culto religioso tinha o objetivo de assegurar proteção ao indivíduo, à família ou à cidade. (Ver tabela de deuses no item abaixo)
Para conhecer a vontade dos deuses, os gregos interpretavam certos sinais - os presságios - ou dirigiam-se aos oráculos, isto é, a santuários nos quais sacerdotes respondiam às consultas feitas às divindades.
Outra manifestação religiosa eram as festas para homenagear os deuses. As mais importantes eram os Jogos Olímpicos , realizados para Zeus na cidade de Olímpia. Nessas ocasiões, estabelecia-se uma “trégua sagrada” e até as guerras eram interrompidas.
2. Esplendor artístico
A arquitetura e a escultura eram a expressão máxima da criatividade dos gregos. Os templos constituíam o principal e quase único requinte das cidades-Estado. Relativamente pequenos, não se destinavam a abrigar fiéis; guardavam apenas a estátua da divindade, seus tesouros e as oferendas recebidas. Muitos templos eram retangulares, cercados de colunas, e neles predominavam as linhas retas. Uma característica importante da arquitetura grega era a ausência do arco e da abóbada.
Na arquitetura identificam-se três estilos. O principal e mais antigo deles é o dórico, caracterizado pela simplicidade e pela solidez. Mais tarde, desenvolveu-se o estilo jônico, com construções mais leves e graciosas. No século IV a.C., destacou-se o estilo coríntio, mais rebuscado que os anteriores, distinguindo-se pela riqueza e abundância de detalhes.
Um dos mais belos monumentos da arquitetura grega é o Partenon, construído em Atenas durante o governo de Péricles. O templo foi erguido em homenagem a deusa Palas Atenas e reúne características do estilo dórico.
A escultura tinha por objetivo principalmente reproduzir, de forma idealizada, o corpo humano, de modo a representá-lo como um objeto belo e harmônico em si mesmo. No início, apresentava nítida influência egípcia. Posteriormente, adquiriu características próprias, como a vitalidade e o equilíbrio das formas representadas. Os grandes escultores gregos foram Fídias, Míron e Praxíteles.
3. O teatro grego
O teatro grego nasceu em Atenas no século VI a.C., provavelmente nas festas dedicadas ao deus Dioniso. A princípio, sua narrativa estava voltada para temas religiosos e mitológicos. Com o tempo, as encenações passaram a tratar de assuntos ligados ao comportamento humano (tragédias) ou a fazer críticas aos costumes e à vida política (comédias).
As encenações eram feitas pó homens, que usavam máscaras. Os escritores trágicos mais importantes foram:
Ésquilo, autor de Os Persas e Sete contra Tebas;
Sófocles, cujas principais obras são Édipo Rei, Electra e Antígona;
Eurípedes, que escreveu As bacantes e Medéia;
Aristófanes, que na comédia se destacou como autor de A paz e As vespas.
4. Os primeiros historiadores
Os gregos, como outros povos, procuravam conhecer e explicar suas origens. Para isso, recorriam aos mitos e as lendas, que, em geral, descreviam as façanhas de deuses ou de heróis, dotados de poderes extraordinários. Todavia, surgiu entre eles uma preocupação em relatar acontecimentos históricos sem recorrer às narrativas míticas.
O primeiro grego que fez isso foi Heródoto (484-425 a.C.), o “pai da história”. Após passar um longo tempo viajando pólo Egito, pelo Império Persa e por muitos outros lugares, escreveu sua obra com base nas informações obtidas. Heródoto, porém, não chegava a ser um racionalista perfeito. Deixava-se, muitas vezes, levar em seus relatos por explicações místicas e lendárias. Apesar disso, revelou uma atitude crítica em relação às fontes.
4. 1. O fundador da história científica
O ateniense Tucídides (460-400 a.C.) pode ser considerado o fundador da história científica. Escreveu a História da Guerra do Peloponeso , composta de oito livros, dos quais alguns se perderam.
Em seu trabalho não havia lugar para mitos, lendas ou deuses. Ao contrário, como ele mesmo declara, sua intenção era apresentar os acontecimentos históricos de tal maneira que sua obra jamais perdesse o valor. A certa altura, ele escreveu:
“Pelo que se refere aos fatos, não me baseei no dizer do primeiro que chegou ou nas minhas impressões pessoais; não narrei senão aqueles de que eu próprio fui espectador ou sobre os quais obtive informações precisas e de inteira exatidão”.
Categoria: História 1 & 2
Escrito por Rafael Sêga às 14h07
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Legado Cultural Grego 2
5. A reflexão filosófica
A palavra filosofia significa “amor” ou “amizade pela sabedoria” (do grego philo ou philia = amor, amizade; sophia = sabedoria).
Os primeiros filósofos viveram na Jônia, região da Ásia Menor, onde estavam em contato direto com as sociedades orientais, particularmente a do Egito e as da Mesopotâmia. Nessa região, destacou-se o matemático e astrônomo Tales de Mileto. Outros filósofos desse primeiro momento foram Pitágoras, Anaximandro, Heráclito, Parmênides e Demócrito. Nesse período, as principais preocupações diziam respeito à natureza do mundo e ao sentido da vida.
Na segunda metade do século V a.C., a atenção dos pensadores deslocou-se para os problemas da vida social e política. Essa nova tendência iniciou-se com uma corrente filosófica denominada sofista.
O mérito dos sofistas foi popularizar a filosofia e discutir questões importantes, como a escravidão e a guerra. Segundo os sofistas, não existem verdades absolutas; haveria apenas verdades particulares, válidas para cada situação. Protágoras, o mais destacado entre eles, afirmava: O homem é a medida de todas as coisas.
5. 1. Sócrates, Platão e Aristóteles
Sócrates e Platão foram dois dos principais filósofos do século IV a.C. Sócrates acusava os sofistas de não procurarem o verdadeiro saber. Defendia a existência de verdades válidas universalmente. A frase “Conhece-te a ti mesmo” é um exemplo de seus ensinamentos. Foi condenado a morte pelas autoridades de Atenas, sob a acusação de corromper a juventude, violar as leis e os preceitos da religião. Sócrates nada escreveu. Tudo o que se sabe a seu respeito foi transmitido por seus discípulos, dos quais o principal foi Platão.
Ao contrário de Sócrates, Platão deixou registros de seu pensamento em obras como O banquete e A república. Fundou a Academia de Atenas e introduziu a concepção idealista, segundo a qual as idéias são essências eternas e imutáveis, dotadas de existência própria, e as coisas materiais seriam apenas manifestações imperfeitas da idéias universais. Platão exerceu grande influência sobre filósofos posteriores, como Santo Agostinho, teólogo cristão do início da Idade Média.
O pensamento filosófico desse período foi sistematizado, em grande parte, por Aristóteles. Ex-discípulo de Platão, Aristóteles foi tutor de Alexandre, o Grande. Fundador do Liceu em Atenas, seu pensamento abarcou quase todos os ramos da filosofia e das ciências naturais. Foi ele quem iniciou o estudo sistemático da lógica. Uma de suas obras mais conhecidas é A política, na qual analisou as diferentes formas de governo.
5. 2. A escravidão, segundo Aristóteles
As propriedades são uma reunião de instrumentos e o escravo é uma propriedade instrumental animada (...) Se cada instrumento pudesse executar por si próprio a vontade a vontade ou o pensamento do dono (...), se (por exemplo) o arco pudesse tirar sozinho da cítara os sons desejados, os arquitetos não teriam necessidade de operários, nem os senhores teriam necessidade de escravos.
Todos aqueles que nada têm de melhor para nos oferecer que o uso do seu corpo e do que seus membros são condenados pela natureza à escravidão. É melhor para eles servir que serem abandonados a si próprios. Numa palavra, é naturalmente escravo quem tem tão pouca alma e tão poucos méis que deve resolver-se a depender de outrem (...) Útil ao próprio escravo, a escravidão é justa.” [2]
6. A cultura no Período Helenístico
Com as conquistas de Alexandre da Macedônia, a cultura no Mundo Antigo sofreu grandes transformações. No século III a.C., Alexandria, no Egito, se tornaria o principal pólo de produção intelectual. Nessa cidade, em princípios do século III a.C., foi construída uma grandiosa biblioteca, que chegou a ter quatrocentos mil volumes, atraindo inúmeros pensadores, vindos de diversas regiões.
Além da biblioteca havia o Museu, um centro de pesquisa mantido pelo governo. Nele trabalharam importantes pensadores, como Euclides (geômatra), Arquimendes (físico e matemático), Eratóstenes (geógrafo e astrônomo) e Aristarco (astrônomo).
6. 1. Epicurismo e Estoicismo
No campo da filosofia, durante o helenismo, destacaram-se Epicuro e Zenão, que viveram em Atenas e foram os criadores, respectivamente, do epicurismo e do estoicismo.
A filosofia epicurista, baseada no desenvolvimento do espírito e na prática das virtudes, procurava atingir o bem pela busca do prazer. Já o estoicismo defendia a harmonia entre os indivíduos e a natureza. Argumentava que o prazer e a dor eram insignificantes diante da verdadeira felicidade. Propunha o desprendimento em relação aos bens materiais e defendia a fraternidade humana.
6. 2. História
Na área da história, nome de destaque é o de Políbio, que viveu no século II a.C. Sua principal obra, História geral, narra a conquista dos territórios dos reinos helenísticos pelos romanos.
Categoria: História 1 & 2
Escrito por Rafael Sêga às 14h06
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Deuse Gregos e seus nomes romanos
|
Deus Grego |
Deus Romano |
Função ou Característica |
|
Zeus |
Júpiter |
Pai dos deuses e dos homens, principal deus do Olimpo. |
|
Cronos |
Saturno |
Deus do tempo, pai de Zeus. Pertencia à raça dos titãs. |
|
Hera |
Juno |
Rainha dos deuses, esposa de Zeus. |
|
Hefesto |
Vulcano |
Artista do Olimpo, fazia os raios que Zeus lançava sobre os mortais. Filho de Zeus e Hera. |
|
Poseidon |
Netuno |
Senhor do oceano, irmão de Zeus. |
|
Hades/Dis |
Plutão |
Senhor do reino dos mortos, irmão de Zeus. |
|
Ares |
Marte |
Deus da guerra, filho de Zeus e Hera. |
|
Apolo |
Febo |
Deus do sol, da arte de atirar com o arco, da música e da profecia. Filho de Zeus e Latona. |
|
Artemis |
Diana |
Deusa da caça e da lua, irmã de Apolo. |
|
Afrodite |
Vênus |
Deus da beleza e do amor, nasceu das espumas do mar. |
|
Eros |
Cupido |
Deus do amor, filho de Vênus. |
|
Palas |
Minerva |
Deusa da sabedoria, nasceu da cabeça de Zeus. |
|
Hermes |
Mercúrio |
Deus da destreza e da habilidade, cultuado pelos comerciantes. Filho e mensageiro de Zeus. |
|
Deméter |
Ceres |
Deusa da agricultura, filha de Cronos e Ops. |
Categoria: História 1 & 2
Escrito por Rafael Sêga às 13h45
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Grécia: Períodos Clássico e Helenístico
O PERÍODO CLÁSSICO
O Período Clássico da História Grega ( VI - IV a. C.) é normalmente denominado "Período das Hegemonias", na prática foi o período em que desenvolveu-se o imperialismo das duas maiores cidades gregas; primeiro Atenas, depois Esparta.
- Esparta
A pólis grega de Esparta se localizou no Peloponeso, e é de origem dórica. Como os Dórios tinham uma grande tradição guerreira, os espartanos adotaram uma rígida sociedade que enfatizava muito o treinamento militar. Desde cedo as crianças eram preparadas e treinadas para a guerra.
Politicamente era dominada pela aristocracia (espartanos), que através da diarquia (governo de dois reis), da Gerúsia (senado) e dos éforos impediam o acesso do povo à política. A aristocracia era de origem dórica, a sociedade inferior constituída pelos hilotas era composta por aqueus, que eram maioria frente aos espartanos.
O que é preciso saber sobre Esparta: localiza-se no Peloponeso, origem dórica, ênfase no treinamento de guerra, governado pelos espartanos (aristocracia) que se usava da Gerúsia, diarquia e dos éforos para dominarem os hilotas, que eram maioria.
- Atenas
A pólis grega de Atenas se localizou na Ática, e é de origem jônica. A maior parte das outras pólis gregas seguem o modelo de Atenas. Ao contrário de Esparta, Atenas visava muito a educação cultural de seus habitantes.
A primeira forma de governo de Atenas foi a realeza, quando um rei (basileu) assumiu o governo a pólis. Em seguida, um conselho assumiu o poder nomeando 9 Arcontes, iniciando o período do arcontado. A sociedade ateniense não se sentiu satsfeita com o arcontado, fazendo com que Drácon e Sólon promovessem mudanças, instituindo o fim da escravidão por dívidas e a divisão da sociedade em grupos respecitvamente.
Mas ditadores acabam assumindo o governo durante o período da tirania. Clístenes inicia o movimento que derrubou a tirania, iniciando o último período da história de Atenas que foi a democracia. Procurando evitar que novos ditadores assumissem poder, instituiram o ostracismo, que exilava pessoas que ameassassem a democracia por dez anos.
O que é preciso saber sobre Atenas: localiza-se na Ática, origem jônica, ênfase na educação cultural, períodos: realeza/arcontado/tirania/democracia, legisladores Drácon e Sólon (fim da escravidão por dívidas e divisão da sociedade), Clístenes e o fim da tirania, ostracismo = exílio por dez anos.
Período Clássico
Atingindo igualdade de condições no final do período Arcaico, as pólis Atenas e Esparta procuram agora influenciar outras pólis. Neste período, os persas liderados por Dario I chegam até a região da Grécia, naturalmente dispostos a invadi-la. Os atenienses procuram ajudar as pólis nas fronteiras, mas não consegue, ganhando a inimizade dos persas.
Este episódio detona a guerra entre gregos e persas. Atenas e Esparta uniram as pólis sob suas respectivas influências formando a Confederação de Delos, liderada por Atenas e a Confederação do Peloponeso, liderada por Esparta. A Confederação de Delos conseguiu afastar o perigo de uma invasão persa. Durante o período que se segue, Atenas passa pelo Século de Péricles, o período de apogeu da cidade. Vários pensadores passam a se mudar para Atenas.
Mas logo Atenas e Esparta passam a lutar pela supremacia na Grécia, provocando a Guerra do Peloponeso. Isto provoca o desgaste e o enfraquecimento da Grécia diante dos invasores, abrindo caminho para que Felipe II dos macedônios a invadisse e acaba pondo fim à independência grega.
O que é preciso saber sobre o período Clássico: tentativa de invasão persa, formação das confederações, Século de Péricles, Guerra do Peloponeso (enfraquecimento) e invasão de Felipe II.
Período Helenístico
O filho de Felipe II, Alexandre, foi educado pelo filósofo grego Aristóteles, o que criou nele uma mentalidade tipicamente grega. Alexandre expandiu ainda mais o império de seu pai chegando até às margens do rio Indo. Fundou diversas cidades, que chamou de Alexandria, inclusive a Alexandria do Egito. Alexandre morreu cedo acometido por uma febre, e pouco restou de seu império, que foi dividido entre seus generais por não possuir herdeiros com idade para assumi-lo.
Mas a cultura helenística, resultado da fusão da cultura grega com a oriental sobreviveu e foi herdada mais tarde pelos romanos, quando conquistaram a Grécia e a Macedônia.
O que é preciso saber sobre o período Helenístico: Alexandre, filho de Felipe II, educado por Aristóteles, expandiu o império, criou a cultura helenística, fundou Alexandria.
Categoria: História 1 & 2
Escrito por Rafael Sêga às 13h37
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Lanchônibus

Categoria: Textos, imagens & links
Escrito por Rafael Sêga às 13h20
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
 |
| [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |


|
 |