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PERÍODO REGENCIAL
Regência Trina Provisória (abril a junho de 1831) Composta por Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, José Joaquim Carneiro de Campos e Francisco de Lima e Silva. O principal ato dos regentes foi a promulgação da Lei Regencial, que suspendia temporariamente o exercício do poder Moderador.
Regência Trina Permanente (1831/1835) Composta por Francisco de Lima e Silva, José da Costa Carvalho e Bráulio Muniz. O ministro da Justiça foi o padre Diogo Antônio Feijó, que criou a Guarda Nacional; uma milícia armada formada por pessoas de posses, que se transformou no principal instrumento de repressão da aristocracia rural, para conter os movimentos populares. O comando da Guarda Nacional nos municípios era entregue ao coronel, patente vendida aos grandes proprietários de terras, que assumiam, localmente, as funções do Estado, garantindo a segurança e a ordem. No ano de 1832, foi aprovado o Código do Processo Criminal, que concedia aos municípios uma ampla autonomia judiciária. Esta autonomia será utilizada para garantir a imunidade aos grandes proprietários de terras. No ano de 1834, procurando atenuar as disputas políticas entre exaltados e moderados, foi elaborado o Ato Adicional, que estabelecia algumas alterações na Constituição de 1824.
A seguir, as emendas à Constituição de 1824:
-a criação das Assembléias Legislativas Provinciais, substituindo os Conselhos Provinciais e garantindo uma maior descentralização administrativa; -a extinção do Conselho de Estado, que assessorava o imperador no exercício do poder Moderador -criação do Município Neutro do Rio de Janeiro, sede da administração central; -substituição da Regência Trina pela Regência Una, eleita pelas assembléias de todo país. O mandato do regente seria de quatro anos. Semelhante medida é tida como uma experiência republicana. O Ato Adicional é visto como um avanço das idéias liberais visando garantir uma maior autonomia aos poderes locais. No ano de 1835 o padre Feijó foi eleito regente uno.
A REGÊNCIA UNA DE FEIJÓ (1835/1837) Durante a regência de Feijó a uma reorganização dos grupos políticos. O grupo Moderado divide-se em progressistas, defensores da autonomia provincial, e os regressistas, que pregavam uma maior centralização política, para enfrentar os movimentos populares. Os progressistas criaram o Partido Liberal, e os regressistas o Partido Conservador. Durante a regência de Feijó ocorrerá dois importantes levantes regenciais - a Cabanagem na província do Pará e a Guerra dos Farrapos, na província do Rio Grande do Sul. Mostrando incapacidade para conter as revoltas, Feijó sofre grande oposição parlamentar sendo obrigado a renunciar em 1837.
A REGÊNCIA UNA DE ARAÚJO LIMA ( 1837/1840) Araújo Lima era presidente da Câmara e partidário dos Conservadores. Sua regência é de caráter conservador. Os movimentos populares eram atribuídos às reformas liberais do Ato Adicional. Procurando restaurar a ordem no país, o Ato Adicional foi alterado, mediante a aprovação, no ano de 1840, da Lei Interpretativa do Ato Adicional, que suprimia a autonomia das províncias e garantia a centralização política. No ano de 1840 foi fundado o Clube da Maioridade, que defendia a antecipação da maioridade do imperador. Segundo os membros do Clube, a presença do imperador contribuiria para cessar os movimentos populares. Em julho de 1840, após a aprovação de uma emenda constitucional - que antecipava a maioridade do imperador - D. Pedro II foi coroado imperador do Brasil. Este episódio é conhecido como Golpe da Maioridade ( D. Pedro tinha, na ocasião 15 anos ).
As Rebeliões Regenciais
O período regencial foi marcado por uma grande instabilidade política, devido aos conflitos entre a própria elite dirigente - os liberais e os conservadores - e das camadas populares contra esta elite dirigente. Após a independência, tornou-se necessária a organização do Estado Nacional que, como vimos, manteve as estruturas sócio-econômicas herdadas do período colonial: o latifúndio monocultor e escravocrata, mantendo a economia nacional voltada para atender as necessidades do mercado externo. Tal quadro veio agravar a situação das camadas populares que passaram, por meio das rebeliões, a questionar a estrutura do novo Estado e a propor um novo modelo- daí as propostas separatistas e republicanas.
A CABANAGEM (PARÁ- 1835/1840)
Um dos mais importantes movimentos sociais ocorridos na história do Brasil, marcado pelo controle do poder político pelas camadas populares. A população do Pará vivia em um estado de penúria, e sua esmagadora maioria vivia em cabanas, à beira dos rios, em condições de absoluta miséria. O início do levante está ligado às divergências, no interior da elite dirigente, em torno da nomeação do presidente da província. A revolta contou com apoio da população pobre -insatisfeita com as péssimas condições de vida e contra os privilégios das oligarquias locais. Em 06 de janeiro de 1835, os cabanos dominam a capital da província e ocupam o poder. Estabelecem um governo autônomo e de caráter republicano. Entre os principais líderes encontravam-se o cônego Batista Campos, os irmãos Antônio e Francisco Vinagre, Eduardo Angelim e o fazendeiro Clemente Melcher-proclamado o novo presidente da província. A Cabanagem foi um movimento essencialmente popular. Em virtude de traições ficou enfraquecido, facilitando a repressão pelas forças regenciais. A primeira rebelião popular da história brasileira terminou com um saldo de mais de 40.000 mortes, em população de aproximadamente 100.000 pessoas.
A GUERRA DOS FARRAPOS (RIO GRANDE DO SUL- 1835/1845) A revolução farroupilha foi a mais longa que já ocorreu na história brasileira. O movimento possui suas raízes na base econômica da região. A economia gaúcha desenvolveu-se para atender as necessidades do mercado interno -a pecuária e a comercialização do charque. Os fazendeiros de gado gaúcho, denominados estancieiros, se revoltaram contra a elevação dos impostos sobre o charque, impedindo de competir com o charque argentino- que era privilegiado com tarifas alfandegárias menores. Os estancieiros reivindicavam uma maior autonomia provincial. Os farroupilhas -que pertenciam ao Partido Exaltado, em sua maioria republicanos; liderados por Bento Gonçalves ocuparam Porto Alegre - no ano de 1835 - e em 1836 proclamaram a República de Piratini. Em 1839, com o auxílio do italiano Giuseppe Garibaldi e Davi Canabarro proclamaram a República Juliana, região de Santa Catarina. Com o golpe da maioridade, em 1840, D. Pedro II; procurando pacificar a região, prometeu anistia aos revoltosos -medida que não surtiu efeito. Em 1842 foi enviado à região Luís Alves de Lima e Silva - o barão de Caxias -para dominar a região. Em 1845 foi assinado um acordo de paz - Paz de Ponche Verde - entre Caixas e Canabarro, que entre outras coisas estabelecia anistia geral aos rebeldes, libertação dos escravos que lutaram na guerra e taxação de 25% sobre o charque platino.
A SABINADA (BAHIA - 1837/1838) Movimento liderado pelo médico Francisco Sabino Barroso, contrário à centralização política patrocinada pelo governo regencial. Foi proclamada uma república independente até que D. Pedro II assumisse o trono imperial. O governo central usou da violência e controlou a rebelião, que ficou restrita à participação da camada média urbana de Salvador.
A BALAIADA (MARANHÃO - 1838/1841) Movimento de caráter popular que teve como líderes Raimundo Gomes, apelidado de "Cara Preta"; Manuel dos Anjos Ferreira, fabricante de cestos e conhecido como "Balaio" e Cosme Bento, líder de negros foragidos. A grave crise econômica do Maranhão e a situação miserável da população, provocou uma rebelião contra a aristocracia local. Os rebeldes ocuparam a cidade de Caxias e procuraram implantar um governo próprio. A repressão regencial foi liderado por Luís Alves de Lima e Silva, que recebeu o título de "barão de Caxias" pelo sucesso militar. Houve ainda um outro levante, que durou apenas dois dias, mas tem grande importância, por tratar-se de uma rebelião de escravos. Trata-se da Revolta dos Negros Malês, ocorrida na Bahia, no ano de 1835. Os negros malês eram de religião muçulmana, e se rebelaram contra a opressão dos senhores brancos. Com gritos de "morte aos brancos, viva os nagôs", espalharam pânico pela região. A repressão foi muito violenta.
Categoria: História 5 & 6
Escrito por Rafael Sêga às 13h18
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O SEGUNDO REINADO
POLÍTICA INTERNA
A vida política nacional, ao longo do Segundo Reinado, foi marcada pela atuação de dois partidos políticos: o Partido Conservador e o Partido Liberal. Os dois partidos representavam a classe dominante, defendiam a monarquia e a manutenção da mão-de-obra- escrava. Por isto, não apresentavam divergências ideológicas, justificando uma frase muito comum na época: "Nada mais parecido com um conservador do que um liberal no poder, e nada mais parecido com um liberal do que um conservador no poder". O primeiro ministério do Segundo Reinado era composto por liberais, que apoiaram o golpe da Maioridade. Funcionou de 1840 a 1841 e ficou conhecido como "Ministério dos Irmãos", sendo formado pelos irmãos Cavalcanti, Coutinho e Andrada. O gabinete ministerial sofria oposição da Câmara, formada, na sua maioria por conservadores. Diante desta situação, a Câmara de Deputados foi dissolvida e marcada novas eleições.P ara garantir uma maioria de deputados liberais, os membros do Partido Liberal, usando de violência, fraudaram as eleições e garantiram a maioria parlamentar. Tal episódio é conhecido como "eleições do cacete".Os conservadores reagiram e exigiram que o imperador dissolvesse a Câmara que havia sido eleita nas "eleições do cacete". D. Pedro II demitiu o ministério liberal, nomeou um ministério conservador e marcou novas eleições - também marcadas pelas fraudes.A vitória dos conservadores e o avanço de medidas centralizadoras provocaram uma reação dos liberais, em São Paulo e Minas Gerais - a chamada Revolta Liberal de 1842. Em 1844 o imperador demitiu o gabinete conservador e nomeou um gabinete liberal, cuja principal decisão foi a criação da tarifa Alves Branco (1844), que extinguiu as taxas preferenciais aos produtos ingleses.
PARLAMENTARISMO ÀS AVESSAS
O parlamentarismo é um regime político onde o partido que detém a maioria no Parlamento indica o primeiro-ministro, que é o chefe de governo e comanda o poder Executivo. Desta forma, o Executivo fica subordinado ao Legislativo.No Brasil, ao contrário, o primeiro-ministro era escolhido pelo imperador. Se a Câmara não tivesse uma maioria de parlamentares do partido do ministério adotado, ela seria dissolvida e novas eleições eram marcadas, o que tornava o Legislativo refém do Executivo.
REVOLUÇÃO PRAIEIRA (PERNAMBUCO- 1848/1850)
Movimento que ocorreu na província de Pernambuco, e está relacionado aos levantes liberais de 1848, período conhecido como Primavera dos Povos. As causas do movimento podem ser encontradas no controle do poder político pela família dos Cavalcanti e no monopólio do comércio exercido pelos estrangeiros, principalmente portugueses e que não empregavam trabalhadores brasileiros, desenvolvendo um forte sentimento antilusitano. O porta-voz da rebelião era o Diário Novo, jornal dos liberais que estava instalado na Rua da Praia - daí a denominação de praieiros aos rebeldes -que no ano de 1848 publicou o "Manifesto ao Mundo", redigido por Borges da Fonseca. O manifesto, fortemente influenciado pelas idéias dos socialismo utópico, reivindicava o voto livre e universal, a liberdade de imprensa, autonomia dos poderes, liberdade de trabalho, federalismo, nacionalização do comércio varejista, extinção do poder Moderador e do Senado vitalício e a abolição do trabalho escravo. Entre as lideranças do movimento, que contou com forte apoio popular, encontram-se Nunes Machado e Pedro Ivo.
POLÍTICA EXTERNA
A política externa brasileira, durante o 2.° Reinado, foi marcada por conflitos na região do Prata - responsáveis pela Guerra do Paraguai e por atritos diplomáticos com a Inglaterra.
CAMPANHAS BRASILEIRAS NO PRATA
Entre 1851 e 70, o governo brasileiro realiza intervenções militares na região platina, formada pela Argentina, Uruguai e Paraguai. Os motivos destas intervenções eram as disputas territorias, a tentativa de impedir a formação de um Estado poderoso e rival e garantir a livre navegação nos rios da bacia do Prata (Paraná, Paraguai e Uruguai).
CAMPANHA CONTRA ORIBE
O Uruguai possuia dois partidos políticos: o Blanco, liderado por Manuel Oribe, aliado dos argentinos; e o Colorado, liderado por Frutuoso Rivera, apoiado pelo Brasil. A aliança entre Manuel Oribe, então presidente do Uruguai, com o governo argentino de Juan Manuel Rosas, trouxe a tona a idéia de restauração do antigo vice -reinado do Prata. Procurando garantir a livre navegação no rio da Prata, D. Pedro II envia uma tropa militar sob o comando de Caxias. Esta tropa recebe o apoio das tropas militares de Rivera que, juntas, depuseram Manuel Oribe do poder.
CAMPANHA CONTRA ROSAS (1851)
Como Rosas apoiava os blancos, o governo imperial organizou uma expedição e invadiu a Argentina. Os brasileiros venceram, na batalha de Monte Caseros, depuseram Rosas e, em seu lugar colocaram o general Urquiza, auxiliar do Brasil na campanha contra Oribe. No ano de 1864 outro conflito na região, desta vez envolvendo o Paraguai.
GUERRA DO PARAGUAI (1864/1870)
O Paraguai se constituiu em uma exceção na América Latina, durante o século XIX, em virtude de seu desenvolvimento econômico autônomo. Durante os governos de José Francia (1811/1840) e Carlos López (1840/1862) houve um relativo progresso econômico, com construção das estradas de ferro, sistema telegráfico eficiente, surgimento das indústrias siderúrgicas, fábricas de armas e a erradicação do analfabetismo. As atividades econômicas essenciais eram controladas pelo Estado e a balança comercial apresentava saldos favoráveis, garantindo a estabilidade da moeda, criando as condições para um desenvolvimento auto-sustentável, sem recorrer ao capital estrangeiro. Solano Lópes, presidente do Paraguai a partir de 1862, inicia uma política expansionista, procurando ampliar o território paraguaio. O objetivo desta política era conseguir acesso ao oceano Atlântico, para garantir a continuidade do desenvolvimento econômico da nação. A expansão territorial do Paraguai deu-se com a anexação de regiões da Argentina, do Uruguai e do Brasil. Ademais, a Inglaterra não via com bons olhos o desenvolvimento autônomo do Paraguai, achando necessário destruir este modelo econômico. No ano de 1864, o governo paraguaio aprisionou o navio brasileiro Marquês de Olinda, e invadiu o mato Grosso, levando o Brasil a declarar guerra ao Paraguai. Em 1865 é formada a Tríplice Aliança, união das forças brasileiras, argentinas e uruguaias contra o Paraguai.
PRINCIPAIS BATALHAS
Batalha de Riachuelo e a batalha de Tuiuti, onde as forças paraguaias foram derrotadas; após a nomeação de Caxias no comando das tropas brasileiras ( no lugar do general Osório ), houve sucessivas vitórias nas batalhas de Humaitá, Itororó, Avaí, Lomas Valentinas e Angostura. Solano López foi morto em 1870, na batalha de Cerro Corá.
CONSEQÜÊNCIAS DA GUERRA DO PARAGUAI
A guerra serviu para destruir o modelo econômico do Paraguai, tornando-o um dos países mais pobres do mundo, sua população sofreu uma drástica redução ( cerca de 75% dela morreu na guerra). Para o Brasil, a participação na guerra contribuiu para o aumento da dívida externa e a morte de aproximadamente 40 mil homens. A Inglaterra foi a grande beneficiada com a guerra, pois acabou com a experiência econômica do Paraguai na região, e seus empréstimos reafirmaram a dependência financeira do Brasil, Argentina e Uruguai. A guerra do Paraguai marca o início da decadência do Segundo Reinado, em razão do fortalecimento político do Exército, que torna-se um foco abolicionista e republicano.
ECONOMIA
Durante o Segundo Reinado houve uma diversificação das atividades econômicas, muito embora o modelo econômico estivesse voltado para atender as necessidades do mercado externo. O cacau e a borracha ganharam destaque na produção agrícola. O surto da borracha - Pará e Amazonas - levou o Brasil a dominar 90% do comércio mundial. Porém, o principal produto de exportação brasileira será o café.
Café: expansão e modernização O café foi introduzido no Brasil, por volta de 1727, por Francisco de Mello Palheta. A partir de 1760 o produto passou a Ter uma importância comercial, sendo utilizado para a exportação. Inicialmente no Rio de Janeiro, no vale do Paraíba e, posteriormente o Oeste paulista. No vale do Paraíba, as fazendas de café eram estruturadas de forma tradicional, ou seja, grandes propriedades que utilizavam a mãode-obra escrava. O esgotamento do solo e a escassez de terras contribuíram para a decadência da produção na região. Em contrapartida, a expansão do mercado consumidor internacional favoreceu a expansão do cultivo do café para o Oeste paulista. A economia cafeeira foi responsável pelo processo de modernização econômica do século XIX: desenvolvimento urbano, dos meios de transportes ( ferrovias e portos ), desenvolvimento dos meios de comunicação ( telefone e telégrafo ) , a substituição do trabalho escravo pelo trabalho livre e o surto industrial.
SUBSTITUIÇÃO DA MÃO-DE-OBRA
A crise do escravismo brasileiro está relacionado a uma série de fatores, entre os quais, as pressões inglesas sobre o tráfico negreiro e a expansão da atividade cafeeira, trazendo a necessidade de ampliar a força de trabalho. Com a extinção do tráfico negreiro em 1850- lei Euzébio de Queiróz- os fazendeiros de café tiveram que encontrar uma solução para suprir a falta de mão-de-obra; esta solução será a importação de imigrantes europeus. O pioneiro em recrutar imigrantes europeus foi um grande fazendeiro da região de Limeira, em São Paulo, o senador Nicolau de Campos Vergueiro, que trouxe para a sua fazenda famílias da Suíça e da Alemanha, iniciando o chamado sistema de parceria.
SISTEMA DE PARCERIA
O fazendeiro custeava o transporte dos imigrantes europeus até suas fazendas e estes, por sua vez, pagariam os fazendeiros com trabalho. O trabalho consistia no cultivo do café e gêneros de subsistência, entregando ao fazendeiro boa parte da produção ( dois terços). O regime de parceria não obteve sucesso, em razão dos elevados juros cobrados sobre as dívidas assumidas pelos colonos para trabalharem no Brasil, os maus tratos recebidos e o baixo preço pago pelo café cultivado. Diante do fracasso do sistema e das revoltas de colonos, outras formas de estímulo à vinda de imigrantes forma adotados. A imigração subvencionada substituiu o sistema de parcerias. Nela, o Estado pagava os custos da viagem do imigrante europeu e regulamentava as relações entre os fazendeiros e os colonos. Os grandes "importadores" de imigrantes foram a Itália e a Alemanha, países que passavam por guerras, em virtude do processo de unificação política. A consolidação do trabalho livre e assalariado fortaleceu o mercado interno brasileiro e criou condições para o desenvolvimento industrial. Com a extinção do tráfico negreiro e a entrada maciça de imigrantes europeus, abriu-se a possibilidade do desenvolvimento da chamada economia familiar: pequenas propriedades, voltadas para o abastecimento do mercado interno. Pressionado pela aristocracia rural, o governo imperial aprovou, em 1850, a chamada Lei das Terras, determinando que as terras públicas só poderiam tornar-se privadas mediante a compra. Dado ao preço elevado das terras, pessoas de poucos recursos não tinham acesso, evitando desvio de mão-de-obra para outras atividades que não fossem o setor agroexportador.
O SURTO INDUSTRIAL
O desenvolvimento industrial brasileiro está relacionado com a promulgação, em 1844 da tarifa Alves Branco, que aumentou as taxas alfandegárias sobre os artigos importados; o fim do tráfico negreiro foi um fator que também favoreceu o florescimento industrial, pois os capitais destinados ao comércio de escravos passaram a ser empregados em outros empreendimentos e, com a vinda dos imigrantes e da consolidação do trabalho assalariado, houve uma ampliação do mercado consumidor. O maior destaque industrial do período foi, sem dúvida nenhuma, Irineu Evangelista de Souza, o barão de Mauá. Dirigiu inúmeros empreendimentos, tais como bancos, companhias de gás, companhias de navegação, estradas de ferro, fundição, fábrica de velas. No campo das comunicações, trabalhou na instalação de um cabo submarino ligando o Brasil à Europa. O surto industrial e a chamada "Era Mauá", entraram em crise a partir de 1860, com a tarifa Silva Ferraz, que substituiu a tarifa Alves Branco. Houve uma redução nas taxas de importação e a concorrência inglesa foi fatal para os empreendimentos de Mauá.
Categoria: História 5 & 6
Escrito por Rafael Sêga às 13h09
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Neandertais não eram "estúpidos", apenas "diferentes", afirma estudo
Ferramenta de pedra do grupo era tão eficiente quanto a do homem moderno
Os neandertais não eram tão estúpidos quanto a imagem que se tem deles pode fazer crer. Segundo um estudo britânico, as ferramentas de pedra feitas por esses hominídeos extintos são tão boas quanto as dos primeiros ancestrais do homem moderno.
Cientistas que passaram anos aprendendo como fazer réplicas dos instrumentos de pedra usados pelos neandertais e pelo Homo sapiens descobriram que as ferramentas do primeiro grupo são tão eficientes quanto qualquer um dos instrumentos montados pelo homem da Idade da Pedra.
Os cientistas afirmam que o desaparecimento dos neandertais, que normalmente é explicado pela suposta inferioridade tecnológica do grupo, não pode ser mais atribuído somente a esse motivo.
"Nossa pesquisa põe em discussão a tese há muito consolidada de que o Homo sapiens era mais avançado do que os neandertais. Chegou a hora de os arqueólogos começarem a procurar outras razões que expliquem o motivo da extinção dos neandertais", disse Metin Eren, doutorando da Universidade Exeter, no Reino Unido.
"Do ponto de vista tecnológico, não existe uma vantagem clara de uma ferramenta sobre a outra. Quando pensarmos nos neandertais agora, nós precisaremos pensar menos em termos como "estupidez" ou "menos avançado" e mais na palavra "diferente'", explica o pesquisador do Reino Unido.
Os neandertais viveram na Europa por aproximadamente 300 mil anos, sobrevivendo a algumas idades do gelo antes de desaparecerem completamente, há mais ou menos 25 mil anos. Segundo pesquisas, eles viveram por uns 10 mil anos no continente europeu ao lado do homem moderno.
O estudo britânico está publicado no periódico "Journal of Human Evolution".
Categoria: História 1 & 2
Escrito por Rafael Sêga às 10h41
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Programas: ES01A e ES02A
HISTÓRIA 1
1º BIMESTRE
PROVA DISCURSIVA:
1) Pré-História
2) Homem na América
SEMINÁRIOS:
3) Egito
4) Mesopotâmia
5) Fenícios, hebreus e persas
6) Grécia: Pré-homérico, homérico e arcaico
2º BIMESTRE
PROVA DISCURSIVA:
7) Grécia: Clássico e Helenístico
8) Legado grego
SEMINÁRIOS:
9) Roma: Monarquia e República
10) Império romano
11) Legado romano
12) Feudalismo
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HISTÓRIA 2
1º BIMESTRE
PROVA DISCURSIVA:
13) Império bizantino
14) Islã
SEMINÁRIOS:
15) Francos
16) Religião e cultura feudal
17) Crise no mundo feudal
18) Monarquias feudais
2º BIMESTRE
PROVA DISCURSIVA:
19) Renascimento
20) Descoberta da América
SEMINÁRIOS:
21) Reforma e contra-reforma
22) Absolutismo
23-24) Otomanos, chineses e maias
24-25) Astecas, incas e tupis
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OBSERVAÇÃO: Os números correspondem aos capítulos dos temas indicados no livro didático adotado:
FIGUEIRA, Divalte G. História, série Novo Ensino Médio. 2ª ed., São Paulo: Ática, 2003
Categoria: História 1 & 2
Escrito por Rafael Sêga às 19h55
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Programas: ES03A e ES04A
HISTÓRIA 3
1º BIMESTRE
PROVA DISCURSIVA:
26) Colonização espanhola na América
27) Colonização portuguesa na América
SEMINÁRIOS:
28) Civilização do açúcar
29) Escravidão negra
30) União Ibérica e holandeses em Pernambuco
31) Guerra dos 30 anos e revoluções inglesas
2º BIMESTRE
PROVA DISCURSIVA:
32) Colonização inglesa na América
33) Restauração, mascates, entradas e bandeiras
SEMINÁRIOS:
34) Ouro nas Gerais
35) Administração pombalina
36) Revolução industrial
37) Iluminismo
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HISTÓRIA 4
1º BIMESTRE
PROVA DISCURSIVA:
38) Independência dos EUA
39) Revolução Francesa
SEMINÁRIOS:
40) Período napoleônico
41) Independências da América espanhola
42) Inconfidência mineira e conjura baiana
43) Família Real no Brasil
2º BIMESTRE
PROVA DISCURSIVA:
44) Independência do Brasil
45) Liberalismo, nacionalismo e socialismo
SEMINÁRIOS:
46) Unificações italiana e alemã
47) Guerra de secessão
48) Imperialismos
49) Primeiro Reinado
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OBSERVAÇÃO: Os números correspondem aos capítulos dos temas indicados no livro didático adotado:
FIGUEIRA, Divalte G. História, série Novo Ensino Médio. 2ª ed., São Paulo: Ática, 2003.
Categoria: História 3 & 4
Escrito por Rafael Sêga às 19h54
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Programas: ES05A e ES06A
HISTÓRIA 5
1º BIMESTRE
PROVA DISCURSIVA:
50) Período Regencial
51) Segundo Reinado
SEMINÁRIOS:
52) Ocaso do Império
53) Primeira Guerra Mundial
54) Revolução russa
55) República do café-com-leite
2º BIMESTRE
PROVA DISCURSIVA:
56) Economia da República Velha
57) Revoltas da República Velha
SEMINÁRIOS:
58) Mundo entre-guerras
59) Revolução de 30
60) Segunda Guerra Mundial
61) Era Vargas
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HISTÓRIA 6
1º BIMESTRE
PROVA DISCURSIVA:
62) Guerra Fria
63) Socialismo burocrático
SEMINÁRIOS:
64) Independências da África e da Ásia
65) América Latina: populismo e militarismo
66) EUA pós-Segunda Guerra
67) Brasil pós-Segunda Guerra
2º BIMESTRE
PROVA DISCURSIVA:
68) Ditadura militar brasileira
69) Fim da URSS
SEMINÁRIOS:
70) Globalização
71) Mundo rico
72) Mundo pobre
73) Brasil atual
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OBSERVAÇÃO: Os números correspondem aos capítulos dos temas indicados no livro didático adotado:
FIGUEIRA, Divalte G. História, série Novo Ensino Médio. 2ª ed., São Paulo: Ática, 2003.
Categoria: História 5 & 6
Escrito por Rafael Sêga às 17h04
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Datação por carbono 14
O carbono 14 se forma na atmosfera da Terra através da colisão entre raios cósmicos e átomos de nitrogênio 14. Os átomos de carbono 14 se ligam ao oxigênio, formando o dióxido de carbono (14CO2) que é absorvido pelos seres vivos. Uma vez que a planta ou animal morre, a troca de carbono com a atmosfera é interrompida e, portanto, a quantidade de carbono 14 só diminui com o tempo, já que ele é radiativo. Medindo a razão entre o carbono 14 e o carbono 12 em um objeto, podemos então medir sua idade.
O método de datacão por carbono 14 (C14) foi desenvolvido logo após a segunda guerra mundial. O C14 é radiativo, é produzido pelo bombardeamento de nitrogênio 14 por raios cósmicos na atmosfera e é absorvido do ar pelas plantas. Animais comem as plantas e absorvem o C14. Humanos absorvem o C14 ao comerem plantas e animais. Quando um organismo morre, ele para de absorver C14 e a quantidade já existente no organismo começa a decair em N14, com uma vida média de 5730 anos. Para descobrir há quanto tempo um organismo morreu, determina-se a quantidade de elétrons emitidos por grama do material. Atualmente o C14 emite cerca de 15 elétrons por minuto por grama do material. Antes da explosão da primeira bomba atômica na biosfera da Terra, ocorriam aproximadamente 13,5 emissões de elétrons por minuto por grama do carbono. Se uma material emite 13,5/2 elétrons por minuto por grama, o organismo deve ter 5730 anos.
Categoria: História 1 & 2
Escrito por Rafael Sêga às 14h42
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